Cachete - S. M. Antigamente, no Nordeste do Brasil, era assim que se chamava qualquer comprimido para dor.
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terça-feira, 11 de setembro de 2012

11 de Setembro: Allende Vive!!!

Bombardeio do Palácio La Moneda

Em 11 de setembro de 1973, morria o grande Salvador Allende, médico e político marxista chileno. Fundador do Partido Socialista, foi presidente do Chile de 1970 a 1973, quando foi deposto por um golpe de estado liderado por seu chefe das Forças Armadas, Augusto Pinochet.

A sua política, a chamada "via chilena para o socialismo", pretendia, segundo ele, uma transição pacífica, com respeito às norm
as constitucionais chilenas e sem o emprego de força, para uma sociedade de paradigma socializante. Nacionaliza os bancos, minas de cobre e várias grandes empresas - o Estado chileno chega a controlar 60% da economia - e passa a sofrer pesadas pressões políticas norte-americanas e de grupos de pressão criados no Chile pela CIA, como a organização terrorista Patria y Libertad, de orientação nacionalista-neofascista.

Rapidamente o governo norte-americano submeteu o Chile a um bloqueio econômico informal, que impedia o Chile de obter empréstimos internacionais ou bons preços para o cobre, o seu principal produto de exportação. Isso foi denunciado por Allende num dramático discurso na ONU. Os Estados Unidos adotaram a estratégia de sufocar gradualmente a economia chilena até que um levante das Forças Armadas pusesse fim a "via chilena para ao socialismo". 

Em 11 de setembro de 1973, aviões americanos bombardearam o Palácio La Moneda. Até hoje existem dúvidas sobre como se deu a morte de Allende. O mais provável é que ele tenha se suicidado para não ser pego vivo, mas há a hipótese de assassinato. De uma forma ou de outra, foi o golpe que o levou à morte. Foi o princípio da ditadura de Pinochet.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Chile: Livros Devem Substituir Termo "Ditadura" por "Regime Militar"

Piñera está mostrando suas unhas da mão direita...

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Renato de La Rocha: Retrato de um "Novo" Chile

Caros amigos e amigas.

O povo chileno caiu no "conto da imprensa" e elegeu um discípulo do Pinochet - o direitista Sabastián Piñera. Agora, este mesmo povo, alienado e enganado, está cobrando nas ruas por "melhorias sociais". Os chilenos ainda não aprenderam que governos de direita governam, e sempre governaram, para os ricos e para os amigos.
A grande imprensa (?) braZileira pouco comenta e quando comenta diz que são protestos dos "estudantes". Aliás, a Rede Globo disse o mesmo na época das "diretas já" aqui no Brasil, quando ocorreu um comício que reuniu 1 milhão de pessoas na praça da Sé em Sumpaulo. A Rede Globo disse que era apenas uma "manifestação estudantil".


RETRATO DO NOVO CHILE
Um exemplo de diálogo com os estudantes.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Chile Pode Dobrar Número Oficial de Vítimas do Regime Pinochet


O Assassino

Da BBC Brasil
Brasília – A Comissão da Verdade do Chile, que investiga os crimes do regime militar do general Augusto Pinochet (1973-1990), entregará ao presidente chileno, Sebastián Piñera, até amanhã (18), relatório que pode duplicar o número oficial de vítimas do período. Atualmente, o número oficialmente reconhecido de casos de detenção ilegal, tortura, execuções e desaparecimentos é 28.459.
A comissão recebeu 32 mil novas denúncias de violação de direitos humanos cometidas durante o período militar. Se essas denúncias forem validadas, elevarão para mais de 60 mil o número de vítimas de Pinochet.
A Comissão da Verdade sobre Prisão Política e Tortura – conhecida como Comissão Valech em homenagem ao ex-bispo de Santiago Sérgio Valech, que a presidiu até sua morte, em 2010 – foi criada em 2003 pelo então presidente chileno Ricardo Lagos.
Em sua primeira fase, o órgão ouviu mais de 35 mil testemunhos de pessoas que sofreram abusos. Em novembro de 2004, Lagos anunciou que 28.459 casos haviam sido qualificados oficialmente como vítimas.
Antes da criação da comissão, o Chile reconhecia oficialmente apenas 2.279 mortes nas mãos de agentes do Estado durante o regime de Pinochet, compiladas pelo Relatório Rettig, que resultou dos trabalhos da Comissão da Verdade e Reconciliação de 1991. O relatório contabilizou apenas os desaparecimentos e execuções.
A pedido de organizações de direitos humanos, em 2009 o Parlamento chileno reabriu a Comissão da Verdade, recomendando a seus membros que tomassem, durante seis meses, novos testemunhos de vítimas. Mesmo com a nova contagem, organizações de direitos humanos estimam que há muitos casos de abusos sem ser contabilizados.
Juanita Aguilera, da Comissão Ética Contra a Tortura, disse que a Comissão Valech não levou em conta os casos de estrangeiros detidos e torturados no Chile, nem incluiu os casos de chilenos desaparecidos em outros países do Cone Sul – durante a chamada Operação Condor.
Além disso, estima-se que muitas vítimas que vivem em zonas afastadas não registraram suas denúncias por medo ou falta de informação sobre a comissão. Por isso, muitas organizações de direitos humanos defendem que o órgão se mantenha permanentemente aberto
Um dos impactos do novo relatório diz respeito à reparação econômica para as vítimas do regime militar reconhecidas oficialmente. Quem sofreu abuso nas mãos do Estado entre 1973 e 1990 tem direito a uma pensão mensal de cerca de US$ 256. Se for duplicado o número de vítimas do regime militar, caberia ao Estado chileno desembolsar mais de US$ 185 milhões por ano só com indenizações.
Organizações como a associação de parentes de executados por razões políticas (Afep, na sigla em espanhol) e a Comissão Ética Contra a Tortura apontam que o valor é baixo para ressarcir o dano causado, mas que o reconhecimento dos abusos do regime serve de consolo às vítimas. A inclusão nas listas oficiais pode respaldar eventuais iniciativas das vítimas de abrir processos civis contra seus algozes.
Somente 270 pessoas apresentaram processos por tortura, enquanto a Afep deu entrada em 1,6 mil processos na Justiça por casos de execuções.

Opinião dO Cachete:
Lembram do post anterior em que eu relacionei diversos países onde houve ação terrorista americana ou apoio a ações terroristas de estado? O Chile de Pinochet é mais um na relação! 
E a nossa Comissão da Verdade? Por onde anda????

sábado, 21 de maio de 2011

Chile: Ajuste de Contas

Judiciário chileno quer identificar,processar e punir militares que mataram Salvador Allende dentro do Pálacio Presidencial, no centro de Santiago


Salvador Allende

Cinco semanas depois de ter anunciado que investigaria “as circunstâncias da morte” do ex- Presidente Salvador Allende, ocorrida a 11 de setembro de 1973 – em meio ao bombardeio do Palácio Presidencial de La Moneda, no centro de Santiago –, o juiz chileno Mario Carroza, um especialista em Direito Criminal, tomou, a 8 de março último, sua primeira providência prática na direção dos principais suspeitos por esse óbito.
Carroza pediu à Força Aérea e ao Exército do Chile os nomes dos pilotos de aeronaves e dos tripulantes dos helicópteros que participaram do ataque pelo ar contra a sede do Executivo, onde o chefe de Estado esquerdista passou refugiado as suas últimas horas. De acordo com Danilo Bartulin, um dos guarda-costas sobreviventes do cerco do La Moneda, os caças da Aviação Militar chilena dispararam quase 50 foguetes sobre o palácio.

europa press
Horas antes do fim: No final da manhã de 11 de Setembro de 1973, o presidente sitiado, e equipado de um capacete militar, ins peciona, protegido por seus guarda-costas, os danos ao La Moneda; no início da tarde ele estaria morto

Pouco antes de ser declarado morto, Allende chegou a ser fotografado de suéter xadrez, blazer e capacete de aço, cercado de guarda-costas armados com metralhadoras (russas) e fuzis. Seu passamento suscita dúvidas que dividem, inclusive, os seus parentes. Amparada em garantias dadas pelo médico particular do pai, Patrício Guijon, a filha Isabel Allende chegou a confirmar que o ex-presidente se suicidara. Mas Guijón já mudou seu relato do drama uma vez – “creio que [Allende] se suicidou de pé, não sentado numa poltrona, como acreditei no começo –, e essa versão foi, com o passar dos anos, perdendo força.
O corpo de Allende foi enterrado na segunda quinzena de setembro de 1976, dentro de um caixão de madeira comum, sem qualquer homenagem. Apenas em 1990 seus restos puderam ter um sepultamento com honras militares – mais condizente com sua história política.

www.isabelallende.comUPI;
A filha Isabel
O juíz Carroza
No final do ano passado, uma ação conjunta da família do ex-Presidente e de dirigentes do Movimento Socialista Allendista – uma dissidência do Partido Socialista em vias de também se transformar em agremiação política –, conseguiu comover o aparelho judiciário chileno. E a 26 de janeiro, Carroza anunciou sua disposição de realizar a investigação requerida, definindo-a como “uma responsabilidade tremenda”.
Ao Ministério da Defesa chileno parece não restar alternativa, senão fornecer à Justiça os nomes e números das carteiras de identidade dos pilotos e soldados equipes que participaram do assalto ao palácio presidencial. Mas allendistas radicais temem que, determinados a evitar vexames para seus colegas da reserva, os atuais chefes militares chilenos tentem uma tramóia, entregando as identificações de militares chilenos já falecidos, não envolvidos com o ataque.

Fernando Garcia Juan Carlos Romowww.educarchile.cl
O guarda-costas Bartulin
Patrício Guijon, médico pessoal de Allende
Almirante Merino

O advogado socialista Roberto Avila Toledo, patrono da ação que solicitou a intervenção de um juiz federal, disse que “a decisão [de Carroza] está em conformidade com a lei”. Segundo ele, “o bombardeio de La Moneda teve a óbvia intenção de matar o presidente. Foi um ato de terrorismo de Estado e um crime contra a humanidade. Os autores devem ser identificados e punidos”.


Tiros no início da tarde

A versão é grandiloquente. Allende teria se matado por volta das 14h de 11 de setembro de 1973, disparando contra a própria cabeça uma arma que lhe fora presenteada pelo amigo Fidel Castro, o “eterno” revolucionário cubano.

O escritório da agência de notícias France Press em Santiago chegou a informar que os disparos teriam sido feitos não com uma pistola, mas com uma arma muito maior e mais letal: um autêntico fuzil-metralhadora AK- 47 – arma padrão das tropas soviéticas durante a Guerra Fria. Estranho. Um revólver bem apontado teria feito o mesmo efeito.
Na verdade, a resistência no La Moneda fora bem curta. A rebelião militar organizada para derrubar o governo de Unidade Popular de Allende tivera início na madrugada daquele mesmo dia, quando o almirante José Toribio Merino prendeu o comandante-em-chefe da Marinha leal a Allende e sitiou as grandes cidades costeiras de Valparaíso, Viña del Mar e Talcahuano.

Acompanhado de perto pelo guarda-costas Bartulin (ao centro, de bigode) Allende percorre as ins talações do palácio bombardeado


O Exército, com o General Augusto Pinochet à frente, dominou a capital Santiago e as cidades do Norte e do Sul ainda pela manhã, com tanques e infantaria. A cobertura pelo ar fora providenciada pelo General Gustavo Leigh, chefe da Aviação. Ele ordenou a decolagem de seus caças Hawker Hunter, de fabricação britânica, que jamais haviam visto um combate de verdade. Tiveram essa chance contra o pequeno agrupamento de defensores do Palácio Presidencial de La Moneda – mal armados, mal organizados e perfeitamente assustados.
O supostamente leal [a Allende] chefe dos Carabineiros, César Mendoza, colocou-se sob o comando dos rebeldes, fechando o cerco contra o que Leigh chamara de “o câncer comunista”. O mais curioso é que o último a aderir ao golpe – a só umas horas da insurreição militar – foi Pinochet, conforme lembrou, em 1987, um livro de Nathaniel Davis, um dos embaixadores dos Estados Unidos em Santiago à época de Allende.


europa press

"Tenho certeza de que meu sacrifício não será em vão”, disse o então Presidente em sua última mensagem de rádio transmitida diretamente de La Moneda, quando os jatos Hunter já cortavam os ares rumo a Santiago, “que pelo menos será uma lição de moral que castigará a traição e a covardia”.
Allende recusou as propostas de rendição, tanto dos novos comandantes militares quanto a de seus próprios companheiros no palácio. Nos bairros populares da capital chilena, a esperada resistência cívica aos golpistas se dissolveu em questão de minutos.
Esse é o episódio que, no início do ano, foi pousar, redivivo, na mesa do juiz Carroza.

Kissinger achava Allende um risco para a América Latina
Mágicas Ruinas
Doutor em Medicina, político desde jovem, ministro e parlamentar, Salvador Isabelino del Sagrado Corazón de Jesús Allende Gossens havia conquistado a Presidência do Chile em 4 de setembro de 1970, como o primeiro marxista declarado eleito chefe de Estado através das urnas na América Latina.
Sua administração foi marcada por desinteligências com os Estados Unidos – divergências que perduraram mesmo depois do bombardeio do La Moneda. Em 1982 o ex-Secretário de Estado – do governo Nixon –, Henry Kissinger (foto abaixo), comentou que o Chile de Allende “tinha a possibilidade de subverter outras nações de forma mais acentuada que Cuba”.
Marion S. Trikosko.
Nixon externara seu desagrado com a nacionalização das minas chilenas de cobre, a maior riqueza do país, que nas mãos de empresas americanas haviam gerado forte lucro.
Ape - sar de admi r a d o r do regime cubano, Allende havia c omemo r a d o sua vitória eleitoral e a derrota da Democracia Cristã e das direitas em 1970 como o começo de uma revolução pacífica – muito diferente da campanha militar de Fidel por Sierra Maestra –, com “sabor de vinho tinto e empanadas” [a tradicional empada chilena, popularíssima nas festas nacionais].
http://www.periodistadigital.com
Allende com Fidel Castro, de Cuba – o amigo que ele nunca escondeu
A queda de Allende aconteceu em um momento em que nem a agricultura nem a indústria – em sua quase totalidade em mãos do Estado –, eram capazes de satisfazer a demanda e o abastecimento mínimo da população. O golpe de 1973 permitiu a ascensão de Pinochet, que governou até 1990, por meio de um Regime Político fortemente repressor – responsável, segundo estimativas recentes, pelo assassinato de, no mínimo, 3 mil importantes lideranças chilenas antifascistas.

domingo, 16 de janeiro de 2011

11 de Setembro por Ken Loach



Um paralelo entre o ataque das torres e o Golpe Militar no Chile, numa visão humana e poética.
Serve de grande lição aos que não aceitam um governo eleito democraticamente. Mostra que a tomada do poder pela força é o primeiro passo para o sofrimento de um povo.

Engolido do
Blog Documentários de Verdade.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Uma Charge de Mau Gosto


O Chargista Humberto do JC é craque em desrespeitar pessoas em suas charges. Já critiquei-o certa vez aqui pela falta de respeito com Lula e Dilma em suas charges. Mas acho que desta vez ele se superou. O terremoto no Chile foi uma grande tragédia. Os chilenos não merecem isso!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Homenagem às Vítimas do 11 de Setembro


Golpe Militar no Chile - 11/09/1973


Atentados em Nova York - 11/09/2001

Chilenos, Norte-americanos, Israelenses, Palestinos. Muitas vezes na história vítimas e algozes mudaram de posição. Essa é nossa homenagem às vítimas! Os algozes? Que sejam esquecidos.E que Deus se compadeça deles.
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"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma."
(Joseph Pulitzer)