A mídia que defendeu o golpe contra Zelaya agora se cala
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Honduras Aprova Reformas que Motivaram Golpe Contra Zelaya
A mídia que defendeu o golpe contra Zelaya agora se cala
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
O Vexame dos Brasileiros que Defenderam o Golpe em Honduras
Se tivéssemos uma imprensa séria e profissional de verdade no país, determinados “comentaristas políticos” já teriam sido despachados e as empresas que eles trabalham veiculariam desculpas públicas pelas asneiras que disseram ou escreveram. Como não são e ainda duvidam da inteligência de quem os lê, vê e ouve, fica tudo por isso mesmo e quem falou ou escreveu a sandice continua ocupando espaço, ignorando solenemente a necessidade de se explicar ao distinto público.
Poderia citar aqui vários jornalistas e comentaristas que usaram os mesmíssimos argumentos, e isso mostra como a maioria reza pela mesma cartilha, mas dentre todos os entoadores de mantra ninguém defendeu o golpe em Honduras com mais paixão e afinco do que Alexandre Garcia e Arnaldo Jabor.
Quando em 2009 os milicos tomaram o poder em Honduras, expulsando o presidente eleito legitimamente a opinião pública internacional condenou de imediato. O comportamento da imprensa nacional foi esquizofrênico, fazendo eco a princípio com a reação internacional, mas logo em seguida mudando lentamente de posição, até defender abertamente a “legalidade” de um vergonhoso golpe de estado.
Assim que o Brasil assumiu posição de protagonista ao enfrentar os golpistas e dar abrigo ao presidente legítimo na sua embaixada em Tegucigalpa, esse pessoal que ficou responsável por defender a legitimidade do golpe frente à opinião pública brasileira começou a repetir os argumentos fajutos dados pelos golpistas para tentar justificar o atentado contra a democracia daquele país.
Afirmaram enfaticamente que o golpe era legítimo porque Zelaya tentara mudar a constituição. Na verdade, o que Zelaya tentou fazer foi um plebiscito onde a população decidiria se o presidente poderia ser reeeleito ou não. Muito mais democrático do que tentar o mesmo através de emenda constitucional, sem respaldo popular como fez FHC em 1997. A desculpa oficial para justificar o golpe era uma cláusula pétrea na constituição que impedia a reeleição do presidente, portanto passaram a defender que não existiu golpe nenhum, e da mesma forma que vivem tentando reescrever a nossa história, determinaram que o que houve em Honduras em 2009 e no Brasil em 1964 foram “contra-golpes”.
Nem o fato do governo golpista ter fechado TV, rádios e jornais à força, além de ter reprimido com violência manifestações populares mexeu com os brios de quem trabalha com imprensa ou estimulou condenações contra a restrição às liberdades de imprensa. Até a população que protestava contra o golpe e tomou as ruas de Tegucigalpa, chegando a fazer um cerco de proteção à embaixada do Brasil foi classificada como “partidários de Zelaya” e não “dissidentes” como eles costumam classificar opositores de regimes que eles consideram ditaduras.
A humilhação já tinha vindo com uma das revelações do Wikileaks onde o embaixador americano em Honduras classificou o golpe como golpe, simples assim. Logo os EUA, por quem essas pessoas dedicam toda a sua reverência, vem a público ridicularizar suas teorias de “golpe branco”. Naquela ocasião já deveriam ter pedido o boné, como se diz no popular, mas o castigo tinha de ser maior.
Pois bem, nessa semana o governo atual de Honduras, eleito em pleito não reconhecido pela maioria dos países, inclusive o Brasil, e o congresso daquele país aprovaram, em uma ação pouco noticiada pela imprensa brasileira, uma modificação na constiuição que permitirá a reeleição do presidente. Exatamente o que Zelaya tentou fazer e virou desculpa para o golpe de estado.
Alexandre Garcia e Arnaldo Jabor não vão se explicar, vão continuar com espaço para falar o que o diretor de jornalismo da Rede Globo e os diretores da emissora gostariam de dizer, mas não tem coragem, no entanto, a cada dia mais gente vai entendendo o papel a que essas se prestam.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Lobo é o Único Líder Latino-americano não Convidado para Posse de Dilma
"Não foi convidado porque simplesmente não é reconhecido como presidente pelo Governo brasileiro", disse à Agência Efe um porta-voz da chancelaria, quem acrescentou que os demais dos governantes da região receberam convites.
O Brasil congelou suas relações diplomáticas com Honduras em 28 de junho de 2009, imediatamente após o golpe de Estado contra o então presidente, Manuel Zelaya, a quem inclusive abrigou em sua embaixada em Tegucigalpa durante três meses, quando este decidiu retornar de surpresa ao país.
Zelaya deixou Honduras em 27 de janeiro, mesmo dia da posse de Lobo, e desde então reside na República Dominicana como "hóspede".
O ex-líder é acusado de abuso de autoridade e outros delitos vinculados aos atos de corrupção, o qual sustenta que faz parte de uma "perseguição política" que impede retornar a Honduras.
O Governo brasileiro, que desconheceu tanto o processo eleitoral que levou à vitória de Porfirio Lobo quanto a legitimidade do atual líder hondurenho, disse que só poderá normalizar suas relações com Honduras uma vez que Zelaya retorne a seu país com "garantias plenas" que não haverá "ameaças a sua liberdade".
Além disso, Brasil é um dos países que mantém sua oposição à readmissão de Honduras na Organização dos Estados Americanos (OEA) e chegou a condicionar sua participação em diversas cúpulas regionais a que Lobo não fosse convidado.
Opinião dO Cachete:
Mais um show de coerência dos Governos Lula e Dilma! Sinto um misto de saudade do antigo e felicidade pelo novo. Mas "O novo sempre vem...". Valeu Lula! Sucesso, Dilma!
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
As Carpideiras do Regime Militar
WikiLeaks revela documento mostrando que até o governo americano tratou os acontecimentos em Honduras como golpe de estado, enquanto no Brasil falava-se em "deposição constitucional".Por Cynara Menezes. Imagem: Reprodução/WikiLeaks
Há uma revelação, entre as tantas que estão vindo à tona com a divulgação dos telegramas confidenciais das embaixadas dos Estados Unidos no mundo pelo site WikiLeaks, que me deixou particularmente satisfeita. Trata-se da admissão oficial pela diplomacia americana de que o que viveu Honduras em junho do ano passado foi um golpe de Estado. G-O-L-P-E, em português claro, como escrevemos em CartaCapital. Em inglês usa-se a palavra francesa “coup”. Ninguém utilizou o eufemismo “deposição constitucional” a não ser os pseudodemocratas locupletados em setores da mídia no Brasil.
É a mesma gente que, quando o governo Lula fala da intenção de regular a mídia, vem com o papo furado de que está se querendo cercear a liberdade de expressão. É o mesmo pessoal que ataca cotidianamente um líder democraticamente eleito e reeleito com palavras vis, mas que, ao menor sinal de revide verbal, protesta com denúncias ao suposto “autoritarismo”do presidente. Jornalistas, vejam só, capazes de ir lamber as botas dos militares em seus clubes sob a escusa de que a democracia se encontra “ameaçada” em nosso país.
Pois estes baluartes da liberdade de imprensa e de expressão no Brasil foram capazes de apoiar um regime conquistado pela força a pouca distância de nós, na América Central. Quando Honduras sofreu o golpe, estes falsos democratas saíram em campo para saudar o auto-empossado novo presidente Roberto Micheletti, que mandou expulsar o eleito Manuel Zelaya do país, de pijamas. Dizem-se democratas, mas espinafraram Lula e seu ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, por se recusarem a reconhecer um governo golpista. Quem é e quem não é democrata nessa história toda?
Não se engane, leitor. Disfarçados de defensores da democracia, estes “formadores de opinião” são na verdade carpideiras do regime militar. Choram às escondidas de saudades dos generais. Quando se colocam nas trincheiras da “liberdade de expressão” contra o governo, na verdade estão a tentar salvaguardar o monopólio midiático de seus patrões, não por acaso beneficiados pela ditadura. Dizem-se paladinos da imprensa livre, desde que seja aquela cevada pelas graças do regime militar. Não à toa, elogiam quem morreu do lado dos generais e difamam quem foi torturado e desapareceu lutando contra a ditadura.
As carpideiras do golpe se disfarçam sob a máscara dos bons moços, cheios de senso de humor “mordaz” (alguns humoristas de profissão, inclusive) e pretensamente bem formados intelectualmente. Mas não é difícil identificá-las: fique de olho em gente que diz que “todo político é igual”, que despreza o brasileiro com declarações do tipo “somos todos Tiriricas” e que prega o voto nulo nas eleições. Repare bem: prescindir do voto é abrir mão de ser cidadão. Na ditadura, não se votava, lembra? As carpideiras do regime militar tentam se conter, mas volta e meia se traem.
É mais fácil reconhecer uma carpideira dos milicos em tempos de guerra do que de paz. Durante as eleições, foi só surgir a polêmica sobre a descriminalização do aborto que elas mostraram a verdadeira face, erguendo a bandeira da ala mais obscurantista da igreja católica. Com a invasão policial dos morros cariocas no fim de semana, a mais “tchutchuca” entre todas as carpideiras da ditadura teve a desfaçatez de postar no twitter: “E se o BOPE, a Polícia e as Forças Armadas, depois da operação no Rio, fossem limpar o Congresso Nacional?” Nenhum respeito às instituições: é dessa matéria que se fazem os golpistas.
Se foram capazes de colocar o presidente Lula, do alto de sua popularidade, em capa de revista com a marca de um pé no traseiro, é de se presumir que as carpideiras do regime militar não darão trégua a Dilma Rousseff. Já começaram por escarafunchar seu passado de guerrilheira. Que ninguém se engane, as carpideiras estão à espreita. Esperam um deslize qualquer de Dilma para tentar defenestrá-la. Estão louquinhas por uma “deposição constitucional” como a que houve em Honduras, porque jamais admitirão ser o que são: groupies de ditadores. Os papéis do Wikileaks deixam claro, porém, que nem os Estados Unidos se enganam mais com golpistas.
Siga @cynaramenezes no Twitter
Cynara Menezes
Cynara Menezes é jornalista. Atuou no extinto "Jornal da Bahia", em Salvador, onde morava. Em 1989, de Brasília, atuava para diversos órgãos da imprensa. Morou dois anos na Espanha e outros dez em São Paulo, quando colaborou para a "Folha de S. Paulo", "Estadão", "Veja" e para a revista "VIP". Está de volta a Brasília há dois anos e meio, de onde escreve para a CartaCapital.
Opinião dO Cachete:
Belíssimo texto! Entenderam, Marcelo Tas, Carlos Vereza e Marcelo Madureira?
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Greve de Fome em Honduras!
Opinião dO Cachete:
Cadê o Raul Jungman? Cadê o Triunvirato do Mal - PSDB/DEM/PPS? Sumiram? Acho que só deve haver greve de fome em Cuba... Honduras? Jamais!
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Ela Voltou...
"A Miriam Leitão, que defendeu o Golpe em Honduras, não é a mesma Miriam Leitão que rejeita o Governo Socialista de Cuba. Aparentemente são duas Mirians diferentes, porque se comporta de maneiras diferentes na política externa".
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Honduras e a Síndrome de Estocolmo
A Síndrome de Estocolmo é um estado psicológico particular desenvolvido por pessoas que são vítimas de seqüestro. A síndrome se desenvolve a partir de tentativas da vítima de se identificar com seu captor ou de conquistar a simpatia do seqüestrador. As vítimas começam por identificar-se emocionalmente com os sequestradores, a princípio como mecanismo de defesa, por medo de retaliação e/ou violência. Pequenos gestos gentis por parte dos captores são frequentemente amplificados porque, do ponto de vista do refém é muito difícil, senão impossível, ter uma visão clara da realidade nessas circunstâncias e conseguir mensurar o perigo real. As tentativas de libertação, são, por esse motivo, vistas como uma ameaça, porque o refém pode correr o risco de ser magoado. É importante notar que os sintomas são consequência de um stress físico e emocional extremo. O complexo e dúbio comportamento de afetividade e ódio simultâneo junto aos captores é considerado uma estratégia de sobrevivência por parte das vítimas.
A eleição de Pepe Lobo para a Presidência de Honduras.
Uma das explicações para o fato é a Síndrome de Estocolmo. O povo hondurenho passou a conviver com o perigo e por autoproteção passou a identificar-se com os seus algozes.
Ou esta alternativa. Segundo o Observador da Adital Ricardo Arturo Salgado, o TSE Hondurenho manipulou dados das eleições naquele Pais. Sobretudo a quantidade de eleitores que votaram.
Ou ainda uma terceira alternativa. O povo hondurenho está completamente maluco!!!!
Este blogueiro lamenta muito que Honduras continue sob os pés da corja liderada pelo Canalha Micheletti e permaneça como mais um País de Caudilhos. A América Latina não merece isso!
Em tempo:
Foi ridícula e risível a cobertura do reporter e correspondente internacional Raul Jungman da Rede Globo.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Rede Globo e o "Não Ria Brasil"
Em mais uma tentativa de manipulação da opiniao pública, a Rede Globo em seu Jornalzinho Matinal, mais conhecido como o "Não Ria Brasil", apresentou uma série de sofismas que deu nojo a quem assistiu. A Senhora Miriam Leitão com uma apanhado de opiniões "isentas" de políticos do PSDB/DEM e de Ex-diplomatas brasileiros - todos do Governo FHC - deturpou toda a ação do Governo Brasileiro chamando a situação no episódio 'Zelaya na Embaixada Brasileira" de "Batata Quente". É flagrante e nojento o apoio da Rede Globo ao Golpista Michelletti - A Globo o trata como "Presidente Interino". Destaca que o Presidente Zelaya foi retirado do poder por uma decisão do Congresso e do Superior Tribunal de Justiça Hondurenhos. Uma grande falácia! Zelaya foi expulso do País por um golpe militar e a direção da nação foi dada ao Michelletti por um acordão. A Globo deturpa, distorce e desinforma a população. Por que não houve maiores comentários sobre a aplicação da Lei Marcial e do Toque de Recolher - Marca Registrada de todo Ditador? Mas o que esperar de uma empresa que apoiou o Golpe Militar no Brasil e todas as consequências decorrentes deste - torturas, assassinatos, sequestros, desaparecimentos?Finalmente, Sra. Miriam Leitão, Zelaya foi deposto legalmente ou foi um golpe?
Destaque para a opinião do Sr. Alexandre Garcia! Ele acha que está tudo certo em Honduras e que a coisa é democrática.
Bom dia, Brasil! Não Ria, Brasil! Não Chore, Brasil!
"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma."




