Cachete - S. M. Antigamente, no Nordeste do Brasil, era assim que se chamava qualquer comprimido para dor.
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sexta-feira, 20 de março de 2015

Os perigos de uma Primavera Brasileira

Bagdá - A Pérola do Oriente

Não! Não é mais uma teoria da consPIRAÇÃO! Está acontecendo pelo mundo! e O Modus Operandis é sempre o mesmo! 
Primeiro, ELES tentam o golpe por via "democrática"! Vão às urnas com seus candidatos financiados por eles, por grupos financeiros ligados a eles e com campanhas largamente divulgadas pelos grupos de mídia também ligados a eles. Inventam mentiras e celeumas políticas contra o candidato concorrente.
Se não conseguem obter sucesso...
Eles causam a instabilidade do país através de financiamento de grupos políticos e de mídia simpatizantes à sua causa. Financiam passeatas com carros de som, show de artistas populares, faixas, bandeirões e cartazes. Induzem a população a acreditar em situações que não estão acontecendo ou supervalorizam esta situação.
Se ainda não conseguem, partem para o locaute de empresas e grupos contrários ao governo vigente. Promovem o desabastecimento de alimentos e combustíveis com greve de transportadoras e seus sindicatos patronais . E colocam a responsabilidade no Governo.

Síria

Depois partem para o belicismo. Criam, financiam e apoiam grupos mercenários (Estado Islâmico? Boco Haran?) que são a favor da guerra civil que entram em confronto direto com as forças de segurança e militares do país. 
É o ponto máximo do caos!! 
Governante deposto ou mesmo assassinado. Muitas mortes civis e militares. Estrutura nacional destruída. Cidades arrasadas, fome, sede e dor!
Colocam no Governo alguém que defenda os seus interesses e pronto! Então, está tudo dominado!!!

Líbia

A isso eles chamam de "Primavera"! 
Foi assim no Iraque, Afeganistão, Líbia, Síria e Egito.
Está acontecendo neste momento na América do Sul! Na Venezuela e no Brasil. Já dizem que a Venezuela é uma ameaça para eles! Logo, será o Brasil! Uma grande ameaça!
E tudo isso por que??? Petróleo!! A máquina de guerra deles precisa estar lubrificada e abastecida. E não há a menor importância se parte deste lubrificante e combustível venha misturado a sangue alheio... Eles até acharão que funciona como aditivo!
Não podemos permitir isso! O Brasil já está rachado! Estamos em uma avançada fase de invasão ideológica por parte destes canalhas. Não permitamos a invasão física! Nesta primavera, o país não ficará florido!

Não passarão!

Eu espero estar errado...

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Uma Pequena História Sobre a Faixa de Gaza

E a história sempre se repete...
E, no final, a conta não bate...

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

quinta-feira, 7 de junho de 2012

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Palavras que Calam os Hipócritas!

pic.twitter.com/RPpv71WC

Sou um Muçulmano
Mate-me e chame isto "Efeito Colateral"
Aprisione-me e chame isto "Medida de Segurança".
Exile meu povo e chame isto "Novo Oriente Médio"
Roube meus recursos, invada a minha terra e chame isto DEMOCRACIA!

A Imagem de um Assassino

Apenas ele! E os outros???

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Zoya Kosmodemyanskaya - A Guerrilheira Símbolo da Luta Contra o Nazismo

Zoya Kosmodemyanskaya
Zoya Kosmodemyanskaya - Tanya

Zoya Kosmodemyanskaya nasceu no dia 13 de setembro de 1923, na província de Tambov, na União Soviética.
Seu nome é uma referência aos santos Cosme e Damião (Kosma e Demyan, em russo). Aos seis anos, sua família muda-se para a Sibéria, onde Zoya tem uma parte de sua infância em grande contato com a natureza. Aos oito anos, nova mudança. Dessa vez para a capital, Moscou. É lá que Zoya inicia sua formação política, ingressando nas Pioneiras, a organização responsável pelos primeiros ensinamentos socialistas às crianças e jovens de oito a quinze anos. Aos dez anos, seu pai morre precocemente.
Aos quinze anos, é transferida para o Komsomol, a juventude do Partido Comunista. Lá, cumpre com zelo as tarefas que lhe são confiadas, dedicando-se especialmente ao trabalho da alfabetização de adultos. Propõe e aprova em seu coletivo a meta de que cada militante seja responsável pela alfabetização de pelo menos mais 10 pessoas. Dizia que gostava desse trabalho porque a fazia sentir-se mais adulta, mais responsável. Essa responsabilidade também demonstrava em casa, sempre ajudando sua mãe nos serviços do lar e na educação de seu irmão mais novo, Shura. Adorava literatura e história. Seu sonho era ser escritora. Nessa época escreveu em seu diário:
"Respeita-te a ti mesmo; não te superestimes; não sejas incomunicável; não sejas parcial; não andes a clamar que os outros não te respeitam ou te apreciam; trabalha com afinco para te desenvolveres e assim adquirirás maior confiança em ti mesmo"

O trabalho na retaguarda
Os sonhos de Zoya, porém, e os de milhões de jovens em todo o mundo estavam ameaçados. O capitalismo criara o nazismo com o objetivo de aumentar a exploração sobre os trabalhadores em todo o mundo. O principal alvo da fúria nazista era a União Soviética, o seu governo revolucionário. Em 22 de junho de 1941, Zoya ouve pelo rádio o discurso do Molotov, Comissário do Povo para Assuntos Estrangeiros, anunciando a invasão nazista ao território soviético. Como militante do partido, tinha recebido treinamento militar e, no mesmo dia, alista-se nas forças de defesa.
A ataque nazista é cruel e fulminante. Várias cidades são destruídas. Moscou é bombardeada. Zoya participa da defesa da cidade durante os ataques aéreos. Depois, é transferida para a retaguarda, para os campos de batata que alimentam as tropas. Lá, se destaca não apenas na produção como também na luta política, mantendo sempre elevado o moral de seus companheiros de trabalho. Escreve para a mãe:
"Minha adorada mamãe: perdoa-me por não ter escrito ainda. É que me falta o tempo para cartas. Mamãe querida, bem sabes que estamos arrancando batatas, para ajudar o Estado a fazer a colheita ... o trabalho aqui não é nada fácil, mas não te preocupes, quando voltar para Moscou verás como estou bem e feliz."

A Guerrilheira Tanya
Quando termina seu trabalho no campo de batatas, Zoya volta a Moscou. A ameaça nazista, porém, ainda estava presente e cada vez mais próxima da capital. Zoya sabia que tudo de bom que os trabalhadores haviam construído depois do triunfo da Revolução de 1917 corria o risco de cair na mão dos nazistas, os mais reacionários inimigos do povo. Assim que toma conhecimento da situação, não tem dúvida: decide alistar-se como guerrilheira. A partir daí, adota o nome clandestino de Tanya. Antes de partir, diz a sua mãe: "Não te desesperes, mãe. Se me acontecer alguma coisa, não é razão para se desesperar. O Soviete cuidará de ti".
Os guerrilheiros tiveram uma participação decisiva na vitória soviética sobre o fascismo. Enquanto o Exército Vermelho encarava o exército nazista, impedindo seu avanço, os guerrilheiros, compostos principalmente de civis, atacavam a retaguarda do inimigo. Sua missão era causar todo dano material e humano possível. Destruíam mantimentos, armazéns, vias de transporte e comunicação. Preparavam emboscadas e armadilhas. Atuavam à noite. Não permitiam que o inimigo descansasse, obrigando-o a ficar sempre alerta. Agiam como espiões. Forneceram valiosas informações ao Exército Vermelho.
O destacamento guerrilheiro de Zoya foi responsável por vários ataques às tropas invasoras. Uma informação, porém, iria mudar para sempre a história de Zoya. Ela e seus camaradas descobrem que uma pequena cidade nos arredores de Moscou, Petrishevo, fora invadida pelos alemães e transformada em um quartel-general. As casas haviam sido tomadas e os habitantes obrigados a servir aos nazistas. Zoya sabia seu dever. Sabia que as tropas de Hitler não poderiam ter um segundo sequer de descanso, e a idéia de que um povoado inteiro servia de refúgio para os fascistas a enfureceu profundamente. Reúne dois outros guerrilheiros e diz: "Vamos ver que espécie de repouso eles vão ter".
Durante a noite, com grande habilidade, entra em Petrishevo sem ser notada. Alguns minutos depois, vários prédios da cidade estão ardendo em chamas. Zoya só se retira quando tem certeza de que o fogo estava suficientemente alto. Na saída, ainda corta os fios telefônicos, para impedir que os nazistas pudessem pedir socorro.
Apesar da ação bem sucedida, Zoya descobre que os fascistas haviam conseguido apagar o incêndio e que a cidade continuava a servir de quartel para os agressores. Insatisfeita, resolve voltar para terminar seu trabalho. Dessa vez, entra na cidade disfarçada em roupas de homem. Escondidos sobre o casaco e em todas as partes, benzina e fósforos. Conseguiu entrar em um dos prédios, mas havia caído em uma armadilha. Antes que pudesse sacar seu revólver, foi presa pelos alemães.

"Lutem sempre!"
Zoya foi espancada e torturada. Com o corpo e as roupas cobertos de sangue, foi levada à casa do camponês Vasily Kulik, que relatou o que viu:
– Quem é você? – pergunta o tenente-coronel Ruderer, comandante do 332º. regimento nazista.
– Não digo. – respondeu Zoya.
– Foi você que ateou fogo no estábulo na noite de anteontem?
– Sim.
– Qual seu objetivo ao fazer isso?
– Queria destruí-lo.
– Quando atravessou a fronteira?
– Não digo.
– Quem lhe mandou?
– Não digo.
Furioso, o coronel disse:
– Não diz? Em breve dirá.
Zoya foi torturada por mais duas horas. Mas, ao contrário do que pensava o coronel, ela não disse nada. Após as torturas, o camponês Vasily conseguiu convencer um dos guardas a deixá-lo levar um copo d'água para Zoya. Ela perguntou:
– Quantas casas eu queimei?
– Três. – respondeu Vasily.
– Queimei algum alemão?
– Um.
– Que mais?
– Vinte cavalos e o cabo telefônico.
Zoya suspirou. Gostaria de ter causado mais prejuízos. Mas a informação do resultado de seu ataque a reconfortou. Durante o dia seguinte, novas sessões de tortura. Mais uma vez ela não disse nada. Vendo que os interrogatórios eram inúteis, os nazistas decidiram enforcar Zoya em praça pública. Em seu pescoço penduraram uma placa com os dizeres: "Incendiária de lares". Queriam que sua morte servisse de exemplo para os soviéticos. De fato, Zoya haveria de ser tornar um exemplo, porém bem diferente do que os nazistas planejaram.
A forca foi montada na praça central. Embaixo, uma cadeira. Os habitantes de Petrishtshevo foram obrigados a comparecer. Alguns choravam, outros viravam o rosto. Mas os alemães haviam ordenado, até, que fossem tiradas fotografias desse momento. Em cima da cadeira, com a corda no pescoço, Zoya aproveitou-se da espera e iniciou uma vibrante agitação política: "Avante, camaradas! Por que estão tristes? Sejam bravos! Continuem nossa luta. Matem alemães! Queime-os! Envenenem-nos!".
Os nazistas enlouqueceram. Não sabiam o que fazer. A máquina fotográfica foi rapidamente guardada. O carrasco correu para empurrar a cadeira. Zoya ainda gritou: "Lutem sempre! Stálin está conosco!".
Foram suas últimas palavras. Isso aconteceu no dia 5 de dezembro de 1941. Zoya tinha, então, 18 anos. Seu corpo ficou pendurado durante vinte dias. Suas palavras e seu exemplo, porém, correram a União Soviética como um raio. Seguindo o exemplo de Zoya, milhares de jovens alistaram-se como guerrilheiros. Os guerrilheiros faziam da vida dos invasores um inferno. Os soldados de Hitler não podiam descansar. Não podiam dormir. Em qualquer lugar, a qualquer momento, havia um guerrilheiro pronto para atacar. Muitos soldados nazistas enlouqueceram. Milhares foram mortos pelos guerrilheiros.
Em 1º de dezembro de 1942, um ano depois da morte de Zoya e já durante a contra-ofensiva soviética, o jornal Izvestia publicou a seguinte notícia: "No decorrer dos primeiros dias da ofensiva de Rhzev, os soldados do general Povetkin esmagaram várias unidades de tropas alemãs".
Entre essas tropas, completamente destroçado e atemorizado, estava o regimento que havia assassinado Zoya. O glorioso Exército Vermelho havia conseguido vingar a morte de sua heroína.

Homenagens
O silêncio de Zoya ante os nazistas foi tal que mesmo o Exército Vermelho teve dificuldade de identificar quem era a guerrilheira Tanya. Em 16 de fevereiro de 1942, Zoya tornou-se a primeira mulher a receber, postumamente, o título de Heroína da União Soviética. Em 1944, Lev Arnshtam fez um filme sobre sua vida. Foram compostas também peças de teatro e músicas em sua homenagem. Dois asteróides descobertos por astrônomos soviéticos foram batizados com seu nome. Ainda hoje há estátuas de Zoya nas cidades de São Petersburgo (antiga Leningrado), Tambov, Dorokhov e Petrishevo.
Durante a década de 1980, uma das principais militantes da Associação Revolucionária das Mulheres do Afeganistão, organização que lutava contra a opressão fundamentalista sobre as mulheres daquele país, adotou o nome Zoya como seu nome clandestino. Assim, Zoya Kosmodemyanskaya continua inspirando os revolucionários em todo o mundo.

 Zoya Kosmodemyanskaya sendo levada para a execução
 Zoya Kosmodemyanskaya sendo levada para a execução

pintura da execução de  Zoya Kosmodemyanskaya

Referências:
Santa Rússia. Maurice Hindus. Editorial Calvino. 1944

sábado, 8 de outubro de 2011

Aviões-robô da Força Aérea Americana São Infectados por Vírus

De acordo com reportagem da revista Wired, drones Predator e Reaper foram contaminados com um malware que registrou os comandos enviados pelos militares.
Um vírus de computador infectou o cockpits dos aviões não-tripulados (drones) Predator e Reaper, registrando todos os comandos enviados para essas naves, usadas em missões de combate no Afeganistão, Iraque e outros lugares.
Segundo reportagem da Wired, o vírus, detectado há quase duas semanas pelos militares, não impediu as operações no exterior. Também parece não ter havido vazamento de dados. No entanto, o malware tem resistido ao esforço para limpá-lo do computadores da base da Força Aérea Creech, em Nevada (EUA).
Predator
Avião-robô Predator, controlado remotamente

"A gente o remove, mas ele continua voltando", disse uma fonte familiarizada com a infecção à revista. "Achamos que é benigno, mas simplesmente não sabemos."
Especialistas em segurança de redes militares não têm certeza se o vírus foi introduzido intencionalmente ou por acidente – pode tratar-se de um malware comum que se infiltrou pela rede. Eles também não sabem o quão longe a praga se espalhou. Mas é certo que a infecção atingiu máquinas que guardam dados comuns e outras com informações secretas. Logo, em tese, pode ser que segredos militares tenham sido enviados para o exterior.
Os chamados drones são controlados à distância, e permitem atacar e espionar inimigos sem arriscar soldados. Desde que Obama assumiu a presidência dos EUA, uma frota com cerca de 30 aviões destes, dirigida pela CIA,  atacou alvos no Paquistão mais de 230 vezes; ao todo, mataram mais de 2.000 supostos militantes e civis, de acordo com o jornal Washington Post.
Mais de 150 Predator e Reaper, sob controle da Força Aérea, voam no Afeganistão e no Iraque. Drones foram usados em 92 ataques na Líbia, entre meados de abril e final de agosto.
Mas, apesar dessa importância estratégica, os sistemas dos drones são conhecidos por falhas de segurança. Muitos não codificam o vídeo enviado para as tropas em terra. Em 2009, os EUA descobriram "dias e dias e horas e horas" de filmagens em laptops de insurgentes iraquianos. Um software de 26 dólares permitiu a eles gravar as transmissões.

Drives externos

A maioria das missões dos drones são comandadas na base de Creech, no deserto de Nevada, a partir de salas chamadas GCS - Estação de Controle em Terra.
Teoricamente, nenhuma das naves está conectada à Internet pública, portanto, imune às ameaças da rede.
No entanto, o uso de drives removíveis acabou resultando na infecção de redes militares por vírus. Em 2008, por exemplo, milhares de máquinas do Departamento de Defesa foram contaminadas com o worm agent.btz, introduzido por um pendrive contaminado. Três anos depois, o Pentágono ainda está limpando o malware.
As equipes dos drones usam HDs externos para fazer updates nas naves e transportar os vídeos. Ao que tudo indica, foi por aí que o vírus entrou. Agora, estão todos proibidos de usar esses drives removíveis.
Técnicos estão tentando se livrar do vírus, mas não tem sido fácil, diz a reportagem. No início, seguiram instruções de remoção publicadas no site da Kaspersky. "Mas sempre volta", disse uma fonte à revista. O jeito foi usar uma ferramenta para formatar os HDs dos controladores, e recomeçar tudo do zero.
A Força Aérea dos EUA não quis comentar o assunto. "Está dando muita atenção a ele", disse a fonte. "Mas ninguém está em pânico. Ainda. "


Fonte: IDG Now!


Opinião dO Cachete:
Já pensou na merda que isso pode dar??? Um Drone infectado distribuindo tiros para todos os lados???

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Violência Contra os Camponeses do Araguaia: A História que Se Quer Apagar

Juliana Sada
Pública – Agência de Jornalismo Investigativo produziu uma série de reportagens sobre a Guerrilha do Araguaia, focando no impacto da repressão militar na vida dos camponeses da região. As matérias são baseadas em depoimentos de camponeses e ex-soldados que compõem os 149 volumes do processo judicial que investiga do desaparecimento dos guerrilheiros e também em entrevistas inéditas.Nos relatos, episódios de terror e violência extrema. Muitas camponeses tiveram sua vida desestruturada e foram obrigados a prestar serviços ao Exército, não apenas denunciando mas também buscando e executando os “paulistas”, como os guerrilheiros eram chamados pelos camponeses. Muitos que não colaboravam foram presos, torturados e executados. Com as prisões em massa e falta de celas, os camponeses eram colocados em buracos abertos nos terrenos das prisões.
De lá, os camponeses eram retirados para “dançar” sobre latas abertas ou tições de fogo, forçados a beber água com sal ou sabão quando tinham sede, humilhados e espancados em rodas de “taca”(surra). Os que se prontificavam a colaborar, denunciando ou mesmo prendendo os guerrilheiros, recebiam 1.000 cruzeiros por captura.
Sobre a caça aos guerrilheiros, há relatos que indicam que muitos foram decapitados, seus corpos ficaram abandonados na mata e suas cabeças eram exibidas à população. No vídeo, Sinésio Martins,  camponês que foi preso e forçado a servir ao Exército, conta como foi enviado à mata para trazer o “bico de papagaio”, expressão para cabeça, de guerrilheiros.



Operação Limpeza
Depoimentos revelam também que em 79, já após o fim da guerrilha e da retira oficial das tropas militares, o Exército conduziu uma operação para dificultar uma possível busca de corpos. Muitas ossadas foram desenterradas e levadas para outros locais ou submetidas a ácidos ou queimadas, e os restos jogados em distintos locais. Os oficiais envolvidos trabalhavam à paisana e se apresentavam como “doutores”. Relatos dão conta que dessa operação participaram o Major Curió, que comandou a operação no Araguaia, e Romeu Tuma, que na época trabalha no Dops.

Abel Honorato de Jesus, mateiro que trabalhou para o Exército, conta que o trabalho de Tuma era “embalar e resgatar os corpos” e que vinha para os “operações das mortes”. O ex-soldado Antonio Adalberto Fonseca conta que quando “doutor Silva”, como era conhecido Tuma, aparecia “era porque ia morrer ou já tinha morrido gente”. Os entrevistados afirmam que só descobriram sua identidade muita tempo depois: “Quando eu vi ele na tevê, pensei: ‘ah, olha o doutor Silva’”.

Uma pesquisa revela que houve operações “de limpeza” após o fim da ditadura, chegando até os anos 90.
O livro “Habeas Corpus – Que se apresente o corpo”, da Secretaria dos Direitos Humanos, cita um relatório realizado pelo ex-ministro da Defesa, José Viegas Filho, que faz referência a “haver ocorrido, entre 1988 e 1993, a denominada ‘Operação Limpeza’. [...] Segundo depoimentos, as ossadas, após terem sido retiradas de suas covas, foram submetidas a ácidos e queimadas. Os fragmentos restantes teriam sido enterrados em local incerto ou jogados nos rios da região [...]”. 


Militares-cobaias
Os ex-soldados Valdim e Guido, entrevistados pela Pública, pedem indenização pelo “treinamento”  que receberam durante o período. Sob o argumento de estarem sendo treinados, os militares teriam testado neles o que seria usado contra presos políticos.

“O que era para aplicar nos guerrilheiros aplicavam primeiro em nós. Me lembro de coisas como ser jogado em um buraco pequeno junto com outros soldados despidos, e aí passavam uma palha com fogo queimando por cima. Faziam a gente beber lama, sangue. Bebi muito sangue de porco, de galinha. E se chorasse, era porque era mariquinha”, recorda Guido, que serviu na base de Xambioá. Os soldados também eram jogados em formigueiros para aprender a não sentir dor e colocados na “cruz”. “Amarravam os braços e pernas e ficávamos crucificados, pendurados, feito Jesus”, conta Valdim. Na região de Marabá, os moradores e ex-soldados comentam a história do soldado Messias, que após os treinamentos ficou louco e passou a matar animais para beber seu sangue.

As reportagens completas estão disponíveis no site da Pública, neste link.

Fonte: Escrivinhador

terça-feira, 22 de março de 2011

Vergonha!


Soldados americanos exibem como troféus civis que mataram no Afeganistão
 
A revista alemã Der Spiegel publicou ontem reportagem com fotos como essa: "As imagens são repulsivas. Soldados sórdidos do Exército americano mataram civis inocentes no Afeganistão e posaram ao lado de seus corpos. O exército dos EUA pediu desculpas. Ainda assim, a OTAN teme reações violentas". São os mesmos que querem "salvar" a Líbia?!!!
 

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Presentes da Guerra

Prêmios pela Insanidade

Espero que "Bloody" Hilary tenha uma boa explicação para as mães americanas que receberem tais presentes dos iranianos...

terça-feira, 6 de abril de 2010

Cenas Explícitas de um Assassinato


Cenas de Assassinato Explícito

Grupo vaza na Internet vídeo que mostraria morte de jornalistas no Iraque

Um vídeo publicado na internet questiona a versão oficial sobre como o Exército dos Estados Unidos matou 11 iraquianos, entre os quais havia um fotógrafo e um motorista que trabalhavam para a agência de notícias Reuters.
As imagens, divulgadas nesta segunda-feira (5) pela organização Wikileaks, mostram, a partir da visão do piloto de um helicóptero Apache, os disparos contra um grupo de homens armados e outros que não portam armas e que andam pela rua em um bairro de Nova Bagdá.

Entre eles, estavam o fotógrafo da “Reuters” Namir Noor-Eldeen e seu motorista, Saeed Chmagh, que morreram no ataque, em 12 de julho de 2007, ainda no governo do republicano George W. Bush.

O vídeo, apresentado em Washington e intitulado “Assassinato Colateral”, descreve também o resgate das vítimas, entre elas duas crianças feridas.

Fonte: Blog do Nassif

Opinião dO Cachete:

E se fosse uma ação do Exército Cubano? O que houve com os direitos humanos das pessoas assassinadas a sangue frio? A frieza com que os assassinos tratam os "alvos" é chocante. Não permitem nem mesmo o resgate de feridos, o que contraria até tratados de guerra! Não sou um imbecil! Sei que na guerra vale tudo - desde que não seja provado que houve uma quebra de regras. Desta vez existe uma prova. E o que a opinião pública e a opinião publicada irão falar sobre este fato? Nada!!! São dos Estados Unidos! E eles podem tudo!

Pessoalmente, eu acho que os iraqueanos eram mais felizes com o Sadan Hussein!

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"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma."
(Joseph Pulitzer)