Cachete - S. M. Antigamente, no Nordeste do Brasil, era assim que se chamava qualquer comprimido para dor.
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quarta-feira, 29 de julho de 2020

Aos Espíritas... Orai e Vigiai!


Allan Kardec
A frase "Orai e vigiai!" representa bem o que aconteceu com muito espíritas brasileiros nos últimos anos de política no Brasil. O Movimento Espírita sofreu um fortíssimo ataque das hostes das trevas, ligadas ao Bolsonarismo. E caíram neste emaranhado de Energias Umbralinas provenientes destes grupos. É inconcebível, dentro da Doutrina Kardeciana, que um Espírita se associe a movimentos que sejam favoráveis à Tortura, Pena de Morte. Segregação de Povos Indígenas e Quilombolas, Degradação do Meio Ambiente em função do AGRO e outras vertentes do Bolsonarismo. Até curiosos sobre o Espiritismo, que não possuem o conhecimento doutrinário, conseguem ver que existe uma discordância entre o que este prega e o que diz o Bolsonarismo, Olavismo ou Lavajatismo. Logo, deduz-se que há algo errado! E esse "Algo Errado" chama-se "Fascinação"... O segundo degrau do processo obsessivo. Agem como se nada tivesse acontecendo. Como se todos estivessem errados e escutam apenas aquela vozinha interna que lhes dizem "Você está certo!", que acham que é seu Protetor, Anjo de Guarda ou Guia, e que define seus caminhos. Mas o Processo Obsessivo já está bastante avançado. Necessário se faz buscar um Centro Espírita para fazer seu tratamento e você mudar completamente sua linha de pensamento. Como dizia o Mestre de Lyon, usar "O crivo da razão"! Quem usa este crivo sabe que Espiritismo e Bolsonarismo são fases não miscíveis. Como água e óleo! Não se misturam pois possuem definições contrárias.
Mas não culpem o Movimento Espírita por isso! Todos estamos susceptíveis a este tipo de ataque. O Espírita não é melhor que ninguém.
Estamos entrando em uma fase da história evolutiva do Planeta onde já se começa a separar o "joio do trigo". Observe que na parábola o trigo foi plantado junto com o joio e o joio só foi retirado depois de brotado. Afinal, o joio foi necessário para que o trigo crescesse forte e viçoso. Mas será separado no momento certo. Sigamos em frente. Com o sentimento de caridade e justiça do Cristo. Aspectos filosóficos copiados e renomeados pelo Socialismo Marxista. Paz e Justiça para todos!

segunda-feira, 10 de março de 2014

Chico Xavier e o Regime Militar: Um Contraponto... E Ponto!

Chico Xavier e o Regime Militar

O mais novo viral político da internet é este vídeo que mostra o Médium Francisco Cândido Xavier respondendo a uma pergunta sobre a situação política durante a Ditadura Militar. Mostra um Chico Xavier, de certa forma, conivente com o Regime Militar imposto na época.
Convém dizer que Chico Xavier era semi-analfabeto e completamente alheio à política. Mas alguém poderia dizer: "E os benfeitores espirituais? Eram analfabetos também?". Não. Não eram! Apenas visavam proteger a missão do Chico. Imagine o Chico criticando o Regime? Sairia algemado logo na saída do programa e não duraria muito nos porões da Ditadura. E todo o trabalho planejado para ele pela espiritualidade cairia pelo ralo das maldades humanas...
Jesus de Nazaré também usou deste expediente quando foi questionado sobre a quem pagar os tributos... Se ele respondesse que deveriam pagar a César, entraria em conflito com o povo que o amava... Se respondesse que não deveria ser pago, seria preso por crime de subversão. Foi inteligente? Claro!
Temos outro caso famoso. Galileu Galilei. Negou tudo que havia dito para não ir para fogueira! Agiu de forma corretíssima. Havia uma missão maior a ser cumprida!
Logo, peço aos meus irmãos de ideologia política e Modus Vivendis que pensem bem antes de expressar opiniões... Principalmente sobre um campo que não entendem!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Finados? Não, Apenas Fizeram uma Viagem...


Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei.
Allan Kardec

domingo, 24 de julho de 2011

Lula e a Religião Cristã - Estão Querendo Crucificá-lo!



SALVADOR e RECIFE - O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva interpretou, nesta quinta-feira, uma famosa passagem bíblica. Em Salvador, ele disse que é "bobagem" o que o Novo Testamento apregoa sobre a promessa de que o reino dos céus é para os pobres. Ele discursou de manhã para uma plateia formada em sua maioria por pequenos agricultores.

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Na Bahia, Lula discursou e fez a sua interpretação sobre uma passagem bíblica:
- Bobagem, essa coisa que inventaram que os pobres vão ganhar o reino dos céus. Nós queremos o reino agora, aqui na Terra. Para nós inventaram um slogan que tudo tá no futuro. É mais fácil um camelo passar no fundo de uma agulha do que um rico ir para o céu . O rico já está no céu, aqui. Porque um cara que levanta de manhã todo o dia, come do bom e do melhor, viaja para onde quer, janta do bom e do melhor, passeia, esse já está no céu. Agora o coitado que levanta de manhã, de sol a sol, no cabo de uma enxada, não tem uma maquininha para trabalhar, tem que cavar cada covinha, colocar lá e pisar com pé, depois não tem água para irrigar, quando ele colhe não tem preço. Esse vai pro inferno - discursou, para delírio das cerca de mil pessoas que lotavam o auditório de um hotel de Salvador, onde foi realizado o lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar da Bahia 2011/2012.

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Textos extraidos de matéria dO Globo

Opinião dO Cachete:
Estas declarações foram um prato cheio para o PIG e para os pseudoreligiosos de plantão. Verdadeiras facções de extrema direita (Lembrem-se de Oslo) que, embasadas em interpretações próprias da Bíblia Cristã (lembrem-se de Oslo), dão um tom apocalíptico ao discurso de Lula - a quem já tratam como o Anti-Cristo Brasileiro (?). 
Pelos meus estudos bíblicos de quase 30 anos, se não me engano, existe apenas um Anti-Cristo. Mas estes grupos costumam relacionar "o da vez" de acordo com os seus propósitos político-religiosos. Nos últimos 20 anos, já fizeram parte desta lista Sadan Hussein, Osama Bin Laden, Armadinejad, George W. Bush, Hilary Clinton (Uma Anti-Cristo), Chico Xavier (Pasmem!) e muitos outros.
É fato que a Bíblia foi modificada, "copydeskada", estuprada textualmente por diversos religiosos na idade média. Religiosos estes que, de parceria com as classes dominantes, tinham o interesse de manter os pobres em seu lugar - na pobreza. Seria possível que alguém, para satisfação de todos, colocasse os pobres no Reino dos Céus evitando revoltas e revoluções de classes com as promessas de um reino futuro? Não tenho dúvidas!
Temos, então, uma caricatura dos antigos textos bíblicos originais, que norteiam as atuais religiões cristãs, nas mãos de extremistas que querem a salvação a todo custo. Estes travando uma espécie de Cruzada do Século XXI; com Cristãos ameaçando e até matando os Não-Cristãos hereges (Lembrem-se de Oslo) pelas promessas de um Reino futuro. E eu pergunto: para que serve a religião mesmo????
Voltando à relação de Anti-Cristos, posso incluir o Galvão Bueno, O Augusto Nunes e meu Professor de Fenômenos dos Transportes (o nome dele é Antiógenes... um belo nome para um Anti-Cristo) nela???? 

Alguém disse há quase de 2 séculos; "A Religião é o ópio do povo". Continua sendo...

Ah, e a declaração do Lula??? O Cara está certo! 
Não acredito em um Jesus que pregava que a miséria era uma forma de purgar os pecados, que dizia que "um rico jamais entraria no Céu" (continuem miseráveis, pobreza!) . Acredito em um Jesus bom e justo! E não há justiça em deixar os miseráveis permanecerem miseráveis. Logo, acho pouco provável que Jesus tenha falado aquilo e se falou, foi fora de contexto... 

Giovani de Morais e Silva é ex-católico batizado e comungado, ex-Rosacruz, pesquisador de religiões e há 25 anos Espírita Fundamentalista Kardeciano, que não frequenta o Centro Espírita por motivos semelhantes aos narrados no texto acima. Onde há gente, há problemas...

domingo, 20 de março de 2011

A Lição do Vice Presidente José de Alencar


Um Símbolo de Força e Perseverança

"A humildade não está na pobreza, não está na indigência, não está na penúria, nâo está na necessidade, nâo está na nudez e nem na fome".

*Desde quando o senhor sabe que, do ponto de vista médico, sua doença é incurável?

JA - Os médicos chegaram a essa conclusão há uns dois anos e logo me contaram. E não poderia ser diferente, pois sempre pedi para estar plenamente informado. A informação me tranquiliza. Ela me dá armas para lutar. Sinto a obrigação de ser absolutamente transparente quando me refiro à doença em público. Ninguém tem nada a ver com o câncer do José Alencar, mas com o câncer do vice-presidente, sim. Um homem público com cargo eletivo não se pertence.

*O senhor costuma usar o futebol como metáfora para explicar a sua luta contra a doença. Certa vez, disse que estava ganhando de 1 a 0. De outra, que estava empatado. E, agora, qual é o placar?

JA - Olha, depois de todas as cirurgias pelas quais passei nos últimos anos, agora me sinto debilitado para viver o momento mais prazeroso de uma partida: vibrar quando faço um gol. Não tenho mais forças para subir no alambrado e festejar.

*Como a doença alterou a sua rotina?

JA - Mineiro costuma avaliar uma determinada situação dizendo que "o trem está bom ou ruim".
O trem está ficando feio para o meu lado. Minha vida começou a mudar nos últimos meses. Ando cansado. O tratamento que eu fiz nos Estados Unidos me deu essa canseira. Ando um pouco e já me canso. Outro fato que mudou drasticamente minha rotina foi a colostomia (desvio do intestino para uma saída aberta na lateral da barriga, onde são colocadas bolsas plásticas), herança da última cirurgia, em julho.

Faço o máximo de esforço para trabalhar normalmente. O trabalho me dá a sensação de cumprir com meu dever. Mas, às vezes, preciso de ajuda. Tenho a minha mulher, Mariza e a Jaciara (enfermeira da Presidência da República) para me auxiliarem com a colostomia. Quando, por algum motivo, elas não podem me acompanhar, recorro a outros dois enfermeiros, o Márcio e o Dirceu. Sou atendido por eles no próprio gabinete. Se estou em uma reunião, por exemplo, digo que vou ao banheiro, chamo um deles e o que tem de ser feito é feito e pronto. Sem drama nenhum.

*O senhor não passa por momentos de angústia?

JA - Você deveria me perguntar se eu sei o que é angústia. Eu lhe responderia o seguinte: desconheço esse sentimento. Nunca tive isso. Desde pequeno sou assim, e não é a doença que vai mudar isso.

*O agravamento da doença lhe trouxe algum tipo de reflexão?

JA - A doença me ensinou a ser mais humilde.

Especialmente, depois da colostomia. A todo momento, peço a Deus para me conceder a graça da humildade. E Ele tem sido generoso comigo. Eu precisava disso em minha vida. Sempre fui um atrevido. Se não o fosse, não teria construído o que construí e não teria entrado na política.

*É penoso para o senhor praticar a humildade?

JA - Não, porque a humildade se desenvolve naturalmente no sofrimento. Sou obrigado a me adaptar a uma realidade em que dependo de outras pessoas para executar tarefas básicas. Pouco adianta eu ficar nervoso com determinadas limitações.

Uma das lições da humildade foi perceber que existem pessoas muito mais elevadas do que eu, como os profissionais de saúde que cuidam de mim. Isso vale tanto para os médicos Paulo Hoff, Roberto Kalil, Raul Cutait e Miguel Srougi quanto para os enfermeiros e auxiliares de enfermagem anônimos que me assistem. Cheguei à conclusão de que o que eu faço profissionalmente tem menos importância do que o que eles fazem. Isso porque meu trabalho quase não tem efeito direto sobre o próximo. Pensando bem, o sofrimento é enriquecedor.

*Essa sua consideração não seria uma forma de se preparar para a morte?

JA - Provavelmente, sim. Quando eu era menino, tinha uma professora que repetia a seguinte oração: "Livrai-nos da morte repentina" O que significa isso? Significa que a morte consciente é melhor do que a repentina. Ela nos dá a oportunidade de refletir.

*O senhor tem medo da morte?

JA - Estou preparado para a morte como nunca estive nos últimos tempos.

A morte para mim hoje seria um prêmio. Tornei-me uma pessoa muito melhor. Isso não significa que tenha desistido de lutar pela vida. A luta é um princípio cristão, inclusive.

Vivo dia após dia de forma plena. Até porque nem o melhor médico do mundo é capaz de prever o dia da morte de seu paciente. Isso cabe a Deus, exclusivamente.

*Se recebesse a notícia de que foi curado, o que faria primeiro?

JA - Abraçaria minha esposa, Mariza e diria:

"Muito obrigado por ter cuidado tão bem de mim". 

domingo, 13 de março de 2011

Para Refletir...


 O Peixinho Vermelho

No centro de formoso jardim, havia um grande lago, adornado de ladrilhos azul-turquesa. Alimentado por diminuto canal de pedra, escoava suas águas, do outro lado, através de grade muito estreita. Nesse reduto acolhedor, vivia toda uma comunidade de peixes, a se refestelarem, nédios e satisfeitos, em complicadas locas, frescas e sombrias. Elegeram um dos concidadãos de barbatanas para os encargos de rei, e ali viviam, plenamente despreocupados, entre a gula e a preguiça. Junto deles, porém, havia um peixinho vermelho, menosprezado de todos. Não conseguia pescar a mais leve larva, nem refugiar-se nos nichos barrentos. Os outros, vorazes e gordalhudos, arrebatavam para si todas as formas larvárias e ocupavam, displicentes, todos os lugares consagrados ao descanso. O peixinho vermelho que nadasse e sofresse. Por isso mesmo era visto, em correria constante, perseguido pela canícula ou atormentado de fome. Não encontrando pouso no vastíssimo domicílio, o pobrezinho não dispunha de tempo para muito lazer e começou a estudar com bastante interesse. Fez o inventário de todos os ladrilhos que enfeitavam as bordas do poço, arrolou todos os buracos nele existentes e sabia, com precisão, onde se reuniria maior massa de lama por ocasião de aguaceiros. Depois de muito tempo, à custa de longas perquirições, encontrou a grade do escoadouro. Frente da imprevista oportunidade de aventura benéfica, refletiu consigo:- "Não será melhor pesquisar a vida e conhecer outros rumos?" Optou pela mudança. Apesar de macérrimo, pela abstenção completa de qualquer conforto, perdeu várias escamas, com grande sofrimento, a fim de atravessar a passagem estreitíssima. Pronunciando votos renovadores, avançou, otimista, pelo rego d'água, encantado com as novas paisagens, ricas de flores e sol que o defrontavam, e seguiu, embriagado de esperança...Em breve, alcançou grande rio e fez inúmeros conhecimentos. Encontrou peixes de muitas famílias diferentes, que com ele simpatizaram, instruindo-o quanto aos percalços da marcha e descortinando-lhe mais fácil roteiro.Embevecido, contemplou nas margens homens e animais, embarcações e pontes, palácios e veículos, cabanas e arvoredo. Habituado com o pouco, vivia com extrema simplicidade, jamais perdendo a leveza e a agilidade naturais. Conseguiu, desse modo, atingir o oceano, ébrio de novidade e sedento de estudo. De início, porém, fascinado pela paixão de observar, aproximou-se de uma baleia para quem toda a água do lago em que vivera não seria mais que diminuta ração; impressionado com o espetáculo, abeirou-se dela mais que devia e foi tragado com os elementos que lhe constituíam a primeira refeição diária. Em apuros, o peixinho aflito orou ao Deus dos Peixes, rogando proteção no bojo do monstro e, não obstante as trevas em que pedia salvamento, sua prece foi ouvida, porque o valente cetáceo começou a soluçar e vomitou, restituindo-o às correntes marinhas. O pequeno viajante, agradecido e feliz, procurou companhias simpáticas e aprendeu a evitar os perigos e tentações. Plenamente transformado em suas concepções do mundo, passou a reparar as infinitas riquezas da vida. Encontrou plantas luminosas, animais estranhos, estrelas móveis e flores diferentes no seio das águas. Sobretudo, descobriu a existência de muitos peixinhos, estudiosos e delgados tanto quanto ele, junto dos quais se sentia maravilhosamente feliz.Vivia, agora, sorridente e calmo, no Palácio de Coral que elegera, com centenas de amigos, para residência ditosa, quando, ao se referir ao seu começo laborioso, veio a saber que somente no mar as criaturas aquáticas dispunham de mais sólida garantia, de vez que, quando o estio se fizesse mais arrasador, as águas de outra altitude, continuariam a correr para o oceano.O peixinho pensou, pensou... e sentindo imensa compaixão daqueles com quem convivera na infância, deliberou consagrar-se à obra do progresso e salvação deles. Não seria justo regressar e anunciar-lhes a verdade? N ão seria nobre ampará-los, prestando-lhes a tempo valiosas informações? Não hesitou. Fortalecido pela generosidade de irmãos benfeitores que com ele viviam no Palácio de Coral, empreendeu comprida viagem de volta. Tornou ao rio, do rio dirigiu-se aos regatos e dos regatos se encaminhou para os canaizinhos que o conduziram ao primitivo lar. Esbelto e satisfeito como sempre, pela vida de estudo e serviço a que se devotava, varou a grade e procurou, ansiosamente, os velhos companheiros. Estimulado pela proeza de amor que efetuava, supôs que o seu regresso causasse surpresa e entusiasmo gerais. Certo, a coletividade inteira lhe celebraria o feito, mas depressa verificou que ninguém se mexia. Todos os peixes continuavam pesados e ociosos, repimpados nos mesmos ninhos lodacentos, protegidos por flores de lotus, de onde saíam apenas para disputar larvas, moscas ou minhocas desprezíveis.Gritou que voltara a casa, mas não houve quem lhe prestasse atenção, porquanto ninguém, ali, havia dado pela ausência dele. Ridicularizado, procurou, então, o rei de guelras enormes e comunicou-lhe a reveladora aventura. O soberano, algo entorpecido pela mania de grandeza, reuniu o povo e permitiu que o mensageiro se explicasse.O benfeitor desprezado, valendo-se do ensejo, esclareceu, com ênfase, que havia outro mundo líquido, glorioso e sem fim. Aquele poço era uma insignificância que podia desaparecer, de momento para outro. Além do escoadouro próximo desdobravam- se outra vida e outra experiência. Lá fora, corriam regatos ornados de flores, rios caudalosos repletos de seres diferentes e, por fim, o mar, onde a vida aparece cada vez mais rica e mais surpreendente. Descreveu o serviço de tainhas e salmões, de trutas e esqualos. Deu notícias do peixe-lua, do peixe-coelho e do galo-do-mar. Contou que vira o céu repleto de astros sublimes e que descobrira árvores gigantescas, barcos imensos, cidades praieiras, monstros temíveis, jardins submersos, estrelas do oceano e ofereceu-se para conduzi-los ao Palácio de Coral, onde viveriam todos, prósperos e tranqüilos. Finalmente os informou de que semelhante felicidade, porém, tinha igualmente seu preço. Deveriam todos emagrecer, convenientemente, abstendo-se de devorar tanta larva e tanto verme nas locas escuras e aprendendo a trabalhar e estudar tanto quanto era necessário à venturosa jornada.Antes de terminar, gargalhadas estridentes coroaram-lhe a preleção. Ninguém acreditou nele.Alguns oradores tomaram a palavra e afirmaram, solenes, que o peixinho vermelho delirava, que outra vida além do poço era francamente impossível, que aquela história de riachos, rios e oceanos era mera fantasia de cérebro demente e alguns chegaram a declarar que falavam em nome do Deus dos Peixes, que trazia os olhos voltados para eles unicamente.O soberano da comunidade, para melhor ironizar o peixinho, dirigiu-se em companhia dele até a grade de escoamento e, tentando, de longe, a travessia, exclamou, borbulhante:- "Não vês que não cabe aqui nem uma só de minhas barbatanas? Grande tolo! Vai-te daqui! Não nos perturbe o bem- estar... Nosso lago é o centro do Universo... Ninguém possui vida igual à nossa!..."Expulso a golpes de sarcasmo, o peixinho realizou a viagem de retorno e instalou-se, em definitivo, no Palácio de Coral, aguardando o tempo. Depois de alguns anos, apareceu pavorosa e devastadora seca. As águas desceram de nível. E o poço onde viviam os peixes pachorrentos e vaidosos esvaziou-se, compelindo a comunidade inteira a perecer, atolada na lama...
André Luiz 
Do prefácio do livro "LIBERTAÇÃO
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Opinião dO Cachete:
Cuidado, ignorância mata! Bom domingo para você!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

"NOSSO LAR" - Carta Enviada à Revista VEJA por Richard Simonetti

Richard Simonetti - Escritor Espírita

Como espírita, assinante dessa revista há muitos anos, lamento o tom de deboche que caracterizou sua reportagem sobre o filme Nosso Lar, o que, diga-se de passagem, também está presente em matérias sobre outras religiões. Nesse aspecto, VEJA é uma revista coerentemente debochada.
Não respeita a crença de nenhum leitor.
Pior são os erros de apreciação sobre a Doutrina Espírita, revelando ignorância do repórter, uma falha perigosa, porquanto coloca em dúvida outras matérias e informações. Como saber se os responsáveis estavam preparados para escrevê-las, evitando fantasias e especulações?
Para sua apreciação, senhor redator, algumas "escorregadelas" do repórter:

a) Grafa entre aspas o verbo desencarnar. Só teria sentido se ainda não houvesse sido dicionarizado. Por outro lado, noventa por cento dos brasileiros são espiritualistas, isto é, acreditam na existência e sobrevivência do Espírito. Este ser imortal desencarna, jamais morre. A minoria materialista, que acredita que tudo termina no túmulo, certamente terá surpresas quando "morrer".

b) Fala em cordilheira de ectoplasma onde se situaria Nosso Lar. De onde tirou isso? Ectoplasma é um fluido exteriorizado pelos médiuns para trabalhos de materialização. Os físicos, esses visionários cujas "fantasias" acabam confirmadas pela Ciência, falam hoje que há universos paralelos, que se interpenetram, semelhantes ao nosso. A partir daí não é difícil imaginar o mundo espiritual descrito por André Luiz como parte de um universo paralelo com seres e coisas semelhantes à Terra, feitos de matéria num outro estado de vibração, não um mundo "ectoplasmático", mas de quinta-essência material. Nada de se admirar, portanto, que em cidades desse mundo existam pessoas com "uma rotina parecida com a dos vivos: comem, bebem, trabalham e moram em casas modestas ou melhorzinhas". Espirituoso esse "melhorzinhas". Imagina o repórter que o Espírito é uma fumaça sem forma, sem consistência, habitando um nada?

c) Situa o aeróbus, um transporte coletivo que voa, como algo improvável. Menos mal que não tenha escrito impossível. De qualquer forma, ignora, certamente, que pesquisadores estão aperfeiçoando veículos dessa natureza, em alguns países, como solução para os problemas de trânsito e que no universo paralelo, o mundo espiritual, de matéria quinta-essenciada, é muito mais fácil resolver problemas relacionados com a gravidade. Ou, imagina que tudo flutua por lá?

d) Diz jocosamente que "o visual da colônia dos espíritos de luz comprova: o brasileiro pode até se livrar do inferno, mas não escapa nem morto da arquitetura de Oscar Niemeyer. A cidade fantasmática de Nosso Lar é a cara de Brasília..." Não se deu ao trabalho de comparar datas e não percebeu que, mais apropriadamente, Brasília copiou Nosso Lar, visto que a cidade espiritual foi descrita por André Luiz em 1943, enquanto a construção de Brasília foi planejada e ocorreu no governo de Juscelino Kubistchek, de 1956 a 1961, inaugurada em 1960. Quanto ao mais, seria recomendável aos repórteres de VEJA o benefício de um estudo acurado e sem prejulgamento do livro que deu origem ao filme, psicografado por esse atestado vivo de integridade e amor à verdade, que foi o médium Chico Xavier, para compreenderem qual é o objetivo dessa magistral obra, como resume o Espírito Emmanuel, no prefácio:
André Luiz vem contar a você, leitor amigo, que a maior surpresa da morte carnal é a de nos colocar face a face com a própria consciência, onde edificamos o céu, estacionamos no purgatório ou nos precipitamos no abismo infernal; vem lembrar que a Terra é oficina sagrada, e que ninguém a menosprezará, sem conhecer o preço do terrível engano a que submeteu o próprio coração

FONTE: http://www.richardsimonetti.com.br/artigos/exibir/136

Opinião dO Cachete:
A VEJA, não contente com suas bobagens na área política, aventura-se em bobagens na área religiosa. Entretanto, o desrespeito é o mesmo!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Carlos Vereza - Um Fofoqueiro Espiritual

Vereza - O Fofoqueiro Espiritual!

Sou espírita desde que me entendo por gente. Conheço bem a lei de causa e efeito e de responsabilidade pelos atos aqui praticados. Tudo deverá ser pago "ceitil por ceitil". Sei que muitas vezes escrevo algumas bobagens, outras vezes sou meio agressivo. Mas hoje fiquei muito triste ao visitar o Blog do nosso irmão espírita Carlos Vereza. O grande ator global está utilizando seu Blog e o nome da bela doutrina espírita para pregar o medo eleitoral com as famosas "fofocas espirituais" tanto combatidas nos meios espíritas! Vejam o excerto do seu Blog:

Segundo comunicado do Irã,Lula não enviou qualquer pedido oficial em favor de Sakineh! O Grande Timoneiro,limitou-se a mencionar o fato,para variar,em cima de um palanque! Vou passar,a quem possa interessar e acreditar,que esta é a última chance encarnatória de Lula,que em vidas pretéritas,já exerceu o poder de forma absolutista,em desfavor da população! Após seu desencarne,foi-lhe concedida uma nova oportunidade,nascendo ao norte da Itália em condições de penúria,mas cumpriu sem maiores deslizes,uma nova passagem pela vida da matéria. No plano espiritual,após passar por resgates dolorosos (causa e efeito...)pediu,e lhe foi concedido,que nascesse em condições de miserabilidade,para que pudesse aprender a exercitar a humildade,e merecer uma nova possibilidade,de governar uma nação em condições de subdesenvolvimento. Pela enorme misericórdia do PAI nasceu no Brasil,Celeiro do Mundo,Pátria do Evangelho, Luiz Inácio Lula da Silva! Deixo as conclusões com quem,por ventura ,acessar este espaço! Minhas Veredas são múltiplas,nada tenho a perder senão minha disposição ao bom e justo combate! Se por ventura,espiritas,ou curiosos por temas da espiritualidade,tiverem dúvidas por esta revelação,busquem nos devidos lugares,afeitos à estes temas,e que sejam dignos de credibilidade,a confirmação ou maiores esclarecimentos,e entrem em contato com este blog! Grato! Carlos Vereza

Este texto estupidamente contraria a Doutrina Espírita. Ninguém tem o direito de divulgar este tipo de informação (seja ela correta ou não), sobretudo com o objetivo baixo com o qual foi usada. Vereza troca as pernas pelas mãos e esquece das máximas espíritas quando usa deste expediente. Como espírita que sou, estou envergonhado! Quer discutir política acalorada? Tudo bem! Mas não utilize o espiritismo para seus objetivos escusos! Vereza, sugiro que você continue com seu belo trabalho à frente do centro em que você é presidente. É um trabalho fantástico, o seu! E deixe que a política se resolva por ela mesma, sem que seja necessário "fofoqueiros espirituais" interferindo na vontade do eleitor. Que o livre-arbítrio seja praticado e o resto é resto!
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"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma."
(Joseph Pulitzer)