Cachete - S. M. Antigamente, no Nordeste do Brasil, era assim que se chamava qualquer comprimido para dor.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Hildegard Angel: Minha Fala no Ato da ABI Pela Anulação do Julgamento do Mensalão

Hildegard Angel
Venho, como cidadã, como jornalista, que há mais de 40 anos milita na imprensa de meu país, e como vítima direta do Estado Brasileiro em seu último período de exceção, quando me roubou três familiares, manifestar publicamente minha indignação e sobretudo minha decepção, meu constrangimento, meu desconforto, minha tristeza, perante o lamentável espetáculo que nosso Supremo Tribunal Federal ofereceu ao país e ao mundo, durante o julgamento da Ação Penal 470, apelidada de Mensalão, que eu pessoalmente chamo de Mentirão.

Mentirão porque é mentirosa desde sua origem, já que ficou provada ser fantasiosa a acusação do delator Roberto Jefferson de que havia um pagamento mensal de 30 dinheiros, isto é, 30 mil reais, aos parlamentares, para votarem os projetos do governo.

Mentira confirmada por cálculos matemáticos, que demonstraram não haver correlação de datas entre os saques do dinheiro no caixa do Banco Rural com as votações em plenário das reformas da Previdência e Tributária, que aliás tiveram votação maciça dos partidos da oposição. Mentirão, sim!

Isso me envergonhou, me entristeceu profundamente, fazendo-me baixar o olhar a cada vez que via, no monitor de minha TV, aquele espetáculo de capas parecendo medievais que se moviam, não com a pretendida altivez, mas gerando, em mim, em vez de segurança, temor, consternação, inspirando poder sem limite e até certa arrogância de alguns.

Eu, que já presenciara em tribunais de exceção, meu irmão, mesmo morto, ser julgado como se vivo estivesse, fiquei apavorada e decepcionada com meu país. Com este momento, que sei democrático, mas que esperava fosse mais.

Esperava que nossa corte mais alta, composta por esses doutos homens e mulheres de capa, detentores do Supremo poder de julgar, fosse imune à sedução e aos fascínios que a fama midiática inspira.

Que ela fosse à prova de holofotes, aplausos, projeção, mimos e bajulações da super-exposição no noticiário e das capas de revistas de circulação nacional. E que fosse impermeável às pressões externas.

Daí que, interpretação minha, vimos aquele show de deduções, de indícios, de ausências de provas, de contorcionismos jurídicos, jurisprudências pós-modernas, criatividades inéditas nunca dantes aplicadas serem retiradas de sob as capas e utilizadas para as condenações.

Para isso, bastando mudar a preposição. Se ato DE ofício virasse ato DO ofício é porque havia culpa. E o ônus da prova passou a caber a quem era acusado e não a quem acusava. A ponto de juristas e jornalistas de importância inquestionável classificarem o julgamento como de “exceção”.

Não digo eu, porque sou completamente desimportante, sou apenas uma brasileira cheia de cicatrizes não curadas e permanentemente expostas.

Uma brasileira assustada, acuada, mas disposta a vir aqui, não por mim, mas por todos os meus compatriotas, e abrir meu coração.

A grande maioria dos que conheço não pensa como eu. Os que leem minhas colunas sociais não pensam como eu. Os que eu frequento as festas também não pensam, assim como os que frequentam as minhas festas. Mas estes estão bem protegidos.

Importa-me os que não conheço e não me conhecem, o grande Brasil, o que está completamente fragilizado e exposto à manipulação de uma mídia voraz, impiedosa e que só vê seus próprios interesses. Grandes e poderosos. E que para isso não mede limites.

Esta mídia que manipula, oprime, seduz, conduz, coopta, esta não me encanta. E é ela que manda.

Quando assisti ao julgamento da Ação Penal 470, eu, com meu passado de atriz profissional, voltei à dramaturgia e me lembrei de obras-primas, como a peça As feiticeiras de Salém, escrita por Arthur Miller. É uma alegoria ao Macartismo da caça às bruxas, encetada pela direita norte-americana contra o pensamento de esquerda.

A peça se passa no século 17, em Massachusets, e o ponto crucial é a cena do julgamento de uma suposta feiticeira, Tituba, vivida em montagem brasileira, no palco do Teatro Copacabana, magistralmente, por Cléa Simões. Da cena participavam Eva Wilma, Rodolpho Mayer, Oswaldo Loureiro, Milton Gonçalves. Era uma grande pantomima, um julgamento fictício, em que tudo que Tituba dizia era interpretado ao contrário, para condená-la, mesmo sem provas.

Como me lembro da peça Joana D’Arc, de Paul Claudel, no julgamento farsesco da santa católica, que foi para a fogueira em 1431, sem provas e apesar de todo o tempo negar, no processo conduzido pelo bispo de Beauvais, Pierre Cauchon, que saiu do anonimato para o anonimato retornar, deixando na História as digitais do protótipo do homem indigno. E a História costuma se repetir.

No julgamento de meu irmão, Stuart Angel Jones, à revelia, já morto, no Tribunal Militar, houve um momento em que ele foi descrito como de cor parda e medindo um metro e sessenta e poucos. Minha mãe, Zuzu Angel, vestida de luto, com um anjo pendurado no pescoço, aflita, passou um torpedo para o então jovem advogado de defesa, Nilo Batista, assistente do professor Heleno Fragoso, que ali ele representava. O bilhete dizia: “Meu filho era louro, olhos verdes, e tinha mais de um metro e 80 de altura”. Nilo o leu em voz alta, dizendo antes disso: “Vejam, senhores juízes, esta mãe aflita quebra a incomunicabilidade deste júri e me envia estas palavras”.

Eu era muito jovem e mais crédula e romântica do que ainda sou, mas juro que acredito ter visto o juiz militar da Marinha se comover. Não havia provas. Meu irmão foi absolvido. Era uma ditadura sanguinária. Surpreende que, hoje, conquistada a tão ansiada democracia, haja condenações por indícios dos indícios dos indícios ou coisa parecida…

Muito obrigada.

Opinião dO Cachete:
Perfeita!!!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Reflexão do Arquiteto Rodrigo Klasmann Daudt Sobre a Tragédia de Santa Maria

Excelente reflexão e alerta do arquiteto Rodrigo Klassmann Daudt sobre a tragédia em Santa Maria... Melhor post do facebook sobre o assunto!!! Vale a pena ler!!!

"Prezados amigos. Poucos, porém valiosos, que leem o que volta e meia eu escrevo por aqui...

Quando assisto uma cobertura de um desastre aéreo, fico lá, prestando atenção em toda aquela informação e sempre me pergunto, na condição de leigo, até que ponto as pessoas que ali estão, ao vivo, dominam o assunto sobre o qual debatem... O especialista normalmente domina. Só ele. E daí decorrem debates que ao invés de informar, mais atrapalham do que ajudam.

Bom, agora é diferente... Saio da condição de leigo. E imagino que caiba a mim e aos meus colegas arquitetos e engenheiros, informar corretamente os que agora continuam na condição de leigo.

Aí está ela: NBR 9077. Absolutamente criteriosa. Complexa. Não vou usar o termo "de primeiro mundo". Sei que ela está entre as mais seguras em vigor no planeta.

Portanto, que se diga tudo nesta hora, menos que a legislação brasileira é ineficiente. Não digam que as normas precisam ser revistas. Chega de bobagens. Chega de por a culpa nos papéis. Os papéis estão aí e, neste caso, são praticamente motivo de orgulho.

Escutei hoje pela manhã a uma vergonhosa entrevista do prefeito de Santa Maria. Esquivou-se de qualquer responsabilidade. Sugeriu revisão das normas. O que é isso???? Uma norma mais rígida que a 9077 eu não consigo imaginar... Aplicamos a 9077 diariamente a tudo que é projetado neste país e lhes digo: ela não está aí pra brincadeira não. Ela é perfeita? Claro que não, mas não venham pedir revisão das normas. Não na minha frente.

Sabe o que matou estes 300 e tantos jovens??? O jeitinho brasileiro. A malandragem. A ginga. O jeito maneiro... A saída que é mostrada na vistoria dos bombeiros e lacrada no dia seguinte. A informação de capacidades de lotação muito inferior à praticada. A influência política nos licenciamentos. Sim, donos de casa noturna são normalmente empresários bem sucedidos... Sempre dá-se um jeito para alguém influente. Sempre se alivia... Pois como se diz por aqui: não vai dar nada... Agora deu. E vai dar de novo, pois a Kiss não era exceção.

Portanto, diante da tragédia, só tenho uma contribuição: não culpem a NBR 9077. Culpem os brasileiros em geral. Principalmente os malandros. Principalmente aqueles hipócritas, que agora pedem a plenos pulmões que as leis sejam cumpridas, enquanto desfilam em seus carros falando ao celular..."
Excelente reflexão e alerta do arquiteto Rodrigo Klassmann Daudt sobre a tragédia em Santa Maria... Melhor post do facebook sobre o assunto!!! Vale a pena ler!!!

"Prezados amigos. Poucos, porém valiosos, que leem o que volta e meia eu escrevo por aqui...

Quando assisto uma cobertura de um desastre aéreo, fico lá, prestando atenção em toda aquela informação e sempre me pergunto, na condição de leigo, até que ponto as pessoas que ali estão, ao vivo, dominam o assunto sobre o qual debatem... O especialista normalmente domina. Só ele. E daí decorrem debates que ao invés de informar, mais atrapalham do que ajudam.

Bom, agora é diferente... Saio da condição de leigo. E imagino que caiba a mim e aos meus colegas arquitetos e engenheiros, informar corretamente os que agora continuam na condição de leigo.

Aí está ela: NBR 9077. Absolutamente criteriosa. Complexa. Não vou usar o termo "de primeiro mundo". Sei que ela está entre as mais seguras em vigor no planeta.

Portanto, que se diga tudo nesta hora, menos que a legislação brasileira é ineficiente. Não digam que as normas precisam ser revistas. Chega de bobagens. Chega de por a culpa nos papéis. Os papéis estão aí e, neste caso, são praticamente motivo de orgulho.

Escutei hoje pela manhã a uma vergonhosa entrevista do prefeito de Santa Maria. Esquivou-se de qualquer responsabilidade. Sugeriu revisão das normas. O que é isso???? Uma norma mais rígida que a 9077 eu não consigo imaginar... Aplicamos a 9077 diariamente a tudo que é projetado neste país e lhes digo: ela não está aí pra brincadeira não. Ela é perfeita? Claro que não, mas não venham pedir revisão das normas. Não na minha frente.

Sabe o que matou estes 300 e tantos jovens??? O jeitinho brasileiro. A malandragem. A ginga. O jeito maneiro... A saída que é mostrada na vistoria dos bombeiros e lacrada no dia seguinte. A informação de capacidades de lotação muito inferior à praticada. A influência política nos licenciamentos. Sim, donos de casa noturna são normalmente empresários bem sucedidos... Sempre dá-se um jeito para alguém influente. Sempre se alivia... Pois como se diz por aqui: não vai dar nada... Agora deu. E vai dar de novo, pois a Kiss não era exceção.

Portanto, diante da tragédia, só tenho uma contribuição: não culpem a NBR 9077. Culpem os brasileiros em geral. Principalmente os malandros. Principalmente aqueles hipócritas, que agora pedem a plenos pulmões que as leis sejam cumpridas, enquanto desfilam em seus carros falando ao celular..."

Gerson Carneiro: Carta Aberta ao Deputado Carlos Sampaio

Gerson Carneiro
Sr. Deputado Carlos Sampaio,

O custo de um deputado para o País é altíssimo. Espera-se, e é dever, que ao menos este corresponda trabalhando sério para o equacionamento verdadeiro dos problemas do país. Faço uso da expressão utilizada pelo Sérgio Guerra, “equacionamento verdadeiro dos problemas do país”, inclusive para demonstrar que de fato quem não está trabalhando sério para o equacionamento verdadeiro dos problemas do país é a oposição.

A oficialização da reclamação do PSDB contra a vestimenta da Presidenta Dilma, através do protocolo de sua autoria, é o ápice dessa onerosa falta de seriedade da oposição que carente de inteligência e interesse patriótico se ocupa em discutir o guarda-roupa da Presidenta.
Sr. Deputado, não é apenas a corrupção que suga recursos dessa Nação, a falta de seriedade, a falta de compromisso, a falta do que fazer, expressada pelo comportamento da oposição através dessa representação, também é um ralo por onde escoa recursos públicos (dinheiro, tempo, projetos que deixam de ser pensados, debates sobre soluções de problemas).

Gostaria imensamente que tivéssemos uma oposição inteligente que trabalhasse única e primordialmente em prol do avanço e melhoramento do País, inclusive cooperando para esse objetivo não importando o partido do(a) Presidente, e não uma oposição cuja única ocupação resume-se em pecuinha absolutamente insignificante.

Portanto, vá trabalhar sr. Deputado. O sr. custa a mim, eleitor e contribuinte, muito caro.

Gerson Carneiro, eleitor e contribuinte.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O Antipetismo da Rede Globo

Culpa do Tarso Genro???

Qual a responsabilidade do Governador do Rio Grande do Sul sobre o ocorrido em Santa Maria??? Esse "especialista" é completamente maluco!!!

NBC: São Paulo no Amazonas? Existe! Só Não é o da Reportagem...

São Paulo segundo a NBC...


Mas era São Paulo de Olivença, no Amazonas...

Informação de Paulo Alexandre

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

domingo, 27 de janeiro de 2013

Serra/Aécio: O Dilema Tucano

Uma decisão arriscada para o partido...

Caso se confirme a preferência tucana por Aécio Neves para a disputa das eleições de 2014, o PSDB terá que expulsar José Serra do partido. Caso contrário, os podres do Aécio começarão a surgir misteriosamente nas redes de tv, jornais e revistas serristas e minarão a candidatura do Senador mineiro. Serra é autodestrutivo para o PSDB! Caso o Partido não opte por ele, os tucanos vão conhecer a tendência do Serra a ser homem-bomba... E apenas restarão ruínas dos tucanos... E eu vou adorar...

sábado, 26 de janeiro de 2013

Na Crise do Apagão, a Globo Aplaudia FHC!

Incompetência tucana tratada como mobilização da sociedade!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Crítica ao Editorial dO Globo Sobre a Exploração do Tema Energia Elétrica por Dilma Rousseff


Dilma erra ao explorar energia como tema político (Editorial)

O Globo

A redução do custo da energia elétrica, especialmente para o setor produtivo, é bem-vinda, pois a população como um todo se beneficiará à medida que as empresas ganhem mais competitividade.

Não faz sentido que esse custo tenha permanecido entre os mais elevados do mundo, tendo o Brasil uma matriz de base hídrica, renovável, e com manutenção relativamente barata.

O consumidor brasileiro de energia elétrica financiou por décadas vários programas, sejam sociais ou relacionados a novos investimentos do setor. Estava mais que na hora de reduzir esses encargos.

O que não é correto é o governo ter transformado a questão da energia, tão séria e delicada para o país, em tema de exploração política.

Desde as eleições gerais de 2002, ocorre esse tipo de exploração, pois o PT fez do racionamento um dos seus principais cavalos de batalha, atribuindo à administração Fernando Henrique Cardoso inteira responsabilidade pelo que tinha acontecido (embora a mobilização da sociedade para evitar consequências mais drásticas de uma eventual escassez de energia elétrica possa ser apontada como uma das iniciativas mais positivas do governo FH ao fim de seu mandato).

Agora, o governo Dilma esteve próximo de provar o mesmo veneno. O lado negativo de ser uma matriz calcada em base hídrica é que, se as chuvas não veem nas quantidades, nos lugares certos e no tempo usualmente esperado, o sistema começa a entrar em risco.

Para que se possa reduzir esse risco, mas sem anulá-lo completamente, o país deve ter também uma parte de sua matriz em base térmica, que pode ser acionada independentemente do regime de chuvas.

Opinião dO Cachete:
"O que não é correto é o governo ter transformado a questão da energia, tão séria e delicada para o país, em tema de exploração política."

Prezados globais, quando existia a remota possibilidade de faltar energia elétrica por falta de chuvas  vocês usaram esta possibilidade diuturnamente em seus jornais... Quando o jogo se inverte, fica proibido o uso??? Onde fica a isonomia de regras??? O PSDB pode, o PT não pode.... 

"Desde as eleições gerais de 2002, ocorre esse tipo de exploração, pois o PT fez do racionamento um dos seus principais cavalos de batalha, atribuindo à administração Fernando Henrique Cardoso inteira responsabilidade pelo que tinha acontecido (embora a mobilização da sociedade para evitar consequências mais drásticas de uma eventual escassez de energia elétrica possa ser apontada como uma das iniciativas mais positivas do governo FH ao fim de seu mandato)."

Sofisma!!! Uma das coisas mais ridículas que eu li na minha longa vida de leitor e blogueiro... O apagão de Fernando Henrique foi bom por que mobilizou a sociedade???? Não foi mobilização!!! Ou economizava ou era punido com o corte!!! E se não foi responsabilidade dele, foi de quem??? Dona Mariinha, minha mãe??? Não! Não foi dela... Com toda certeza!!!!

Série Grandes Feitos do Governo Fernando Henrique Cardoso: Ministro Celso Lafer Tira os Sapatos para Entrar nos Estados Unidos

Subserviência Total aos EUA

O ex-ministro das Relações Exteriores Celso Lafer passou por uma situação constrangedora, fato que teve amplo impacto negativo pois tirou os sapatos em um aeroporto americano como exemplo da submissão do governo Fernando Henrique Cardoso aos EUA, fato que ocorreu em 31 de janeiro de 2002. Segundo o IPEA, “Este comportamento [tirar os sapatos], reiterado nos aeroportos de Washington e Nova York durante esta visita oficial, poderia ser considerado uma simples anedota, não fosse Celso Lafer o chanceler brasileiro”

Fonte: Wikipédia
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"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma."
(Joseph Pulitzer)