Cachete - S. M. Antigamente, no Nordeste do Brasil, era assim que se chamava qualquer comprimido para dor.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Meninos e Meninas... Juro!! Eu vi!!!

O protesto tem nacionalidade!

Eu vi... Eu juro!!

Vi o Agripino Maia pedindo pelo fim da propina...
Vi o Jarbas Vasconcelos bradando pelo fim da roubalheira...
Vi o Cássio Cunha Lima gritando pelo fim da corrupção...

Juro.. Eu vi!
Vi gente vestida com camisa metade Brasil, metade Estados Unidos.
Vi gente com a bandeira americana em punho...
Vi gente portando uma faixa com uma cruz suástica...
Vi neonazista ao lado de judeu ortodoxo protestando contra a violência...
Vi pessoas "enforcando" dois bonecos (um de Lula e Outro de Dilma) sob um viaduto...

Vi...
Pessoas que defendiam a mesma bandeira brigando entre si...
Pessoas com camisas e adesivos de partidos dizendo que era um movimento apartidário...
Pessoas sobre carros de som enormes dizendo que aquele era um movimento sem dinheiro...
Pessoas pedindo impeachment e imediata posse do Sr. Aécio Neves...

Vi uma empresa concessionária de televisão conclamando a presença das pessoas na rua...
Vi pessoas pedindo a volta da ditadura militar ou intervenção militar constitucional...
Vi pessoas portando faixas em inglês pedindo intervenção militar americana...
Vi faixas pedindo mais "educassão"...
Triângulos de quatro lados...

Só não vi uma coisa....
Bom senso! Este faltou... Passou longe... Não veio...

O resto eu vi... Juro... Eu vi!!!




quarta-feira, 11 de março de 2015

Caio César: O Panelaço e o Ódio em dois parágrafos

Caio César
Cientista Político
O ódio toma conta da classe elitista do país. E cada vez mais fica evidente uma tentativa de se dividir o "país". Discursos desumanos, racistas e preconceituosos pairam nesta ótica. Visto que a luta de classes é um princípio lógico de condições sociais, neste exato momento ela passa por uma recondução em sua essência. Ou seja, a luta de classes neste Brasil do ódio, apresenta unica e exclusivamente uma luta para retomada do poder e dos privilégios de determinados grupos sociais. É tão notório este discurso de uma falsa indignação social, que chegamos a ver, mulheres "da classe alta", chamando a Presidenta de um República em pleno dia internacional das mulheres, de puta, vaca, nojenta e safada, pós o seu discurso em rede nacional. Algo deve e muito as incomodar ou realmente existe alguma espécie de legitimidade para este furor todo? Acredito que o que talvez as incomode, seja os diretos trabalhistas de suas empregadas domésticas, que a Presidenta tornou Lei e custe e o que custar as mesmas terão que cumprir. Senão não terão suas roupas lavadas, apartamentos limpos e comidas nas mesas a um custo ainda tão barato. E por fim, a legitimidade que as mesmas possam comprovar, não vêem da racionalidade ou de algum princípio de valor, e sim das panelas e mais panelas cujo as mesmas em apenas um dia de suas vidas, aprenderam a cozinhar tão saborosamente a ignorância, o desrespeito, a imoralidade, o barbárie, e o prejulgamento que querem a todo custo que os seres mais humanos deste Brasil, engulam sem fazer cara feia.

terça-feira, 10 de março de 2015

Paulo Rubem Santiago: O Panelaço Seletivo das Ruas

Dep. Paulo Rubem
PDT/PE
Não vi essa gente ir às ruas quando FHC torrou o patrimônio público e entregou o apurado para a dívida pública. Não vi essa gente nas ruas quando a máfia do Banestado, no Paraná, mandou US$ 50 bilhões para o exterior de forma ilícita. Não vi essa gente nas ruas quando lutei com vários parlamentares pelo fim do financiamento privado de campanha e por uma reforma política desde 2003. Não vejo essa gente nas ruas quando o governo federal repete, a cada ano, o REFIS, para que gordos sonegadores parcelem os débitos fiscais e depois deixem de pagar as parcelas. Nos EUA estariam na cadeia faz tempo.Não vi essa gente nas ruas, desde 1994, quando FHC e outros governos mantiveram o corte de 20% do orçamento federal, inclusive na saúde, para engordar a conta do superávit primário, através da DRU-desvinculação das receitas da união, que tentei barrar em 2011 e não consegui. Temos que lutar, sim, contra a corrupção. Temos, também, que defender as políticas de valorização do salário mínimo ( que eles odeiam ) e seu vínculo com a previdência, o que as elites queriam cortar. Temos que defender o pré-sal, que as elites engoliram à pulso. Temos que defender verba pública para educação pública, que as elites atropelaram na destinação dos 10% do PIB para a educação. Essa elite seletiva adora protestar. Protestar faz parte da democracia, mas adora também mamar em dinheiro subsidiado do BNDES, adora título público que paga juros altos, desviando dinheiro da produção, adora o REFIS, adora dar dinheiro para eleger cada vez mais gente no Congresso. Afinal, quem deu dinheiro para essas campanhas milionárias? Foi seu Zezim do Côco, barraqueiro da praia de Boa Viagem? Essa gente é seletiva, cínica, reacionária. Ir às ruas é dizer não à corrupção, é dizer sim aos avanços sociais, é dizer não à macroeconomia do arrocho e da dívida pública, é empurrar o governo para a esquerda, mantendo avanços e , sim, corrigindo erros. Dia 13 será um dia para isso, como deveriam ter sido os 4380 dias desde a posse de Lula até o fim do primeiro mandato de Dilma. A ausência do povo nas ruas deixou aberto o terreno para os mandarins do capital e da corrupção histórica, para os barões da mídia que exploram concessões públicas no rádio e na tv, mas que não permitem espaço para o contraditório nas notícias, nem revelam os interesses das eternas fontes que ouvem, às quais dão voz e vez repetidas vezes.

Desinformação: Cristina Lobo da Globonews inverte a pauta da CUT.

Cristina Lobo: Mentira quanto a atuação da CUT

A CUT já havia definido sua atuação no dia 13/03. A pauta é de apoio à Petrobras e ao Governo Federal. A Globonews e sua lacaia Cristina (G)Lobo tentam aplicar a desinformação para desarticular o Movimento...

Uma imagem que vale por milhões de palavras!

"A Elite fará tudo pelo trabalhador. Menos descer de suas costas!"

Uma imagem emblemática! Mostra a Madame obrigando a Empregada Doméstica a bater panela por ela... Afinal, ela nunca pegou no cabo de uma panela na vida...

sábado, 7 de março de 2015

Rodrigo Janot, Aécio Neves, José Serra e a Lista de Furnas

Rodrigo Janot

Ok, Dr. Janot! Sabemos que Aécio Neves e José Serra foram citados pelo doleiro Yusseff. Mas o senhor diz que eles não eram alvo da Operação Lava Jato. E por isso Vossa Excelência não abriu processo/investigação contra eles.
Entretanto, eles estão na Lista de Furnas!! O Yusseff confirmou a participação deles neste esquema!
Não haverá abertura de investigação??? Nenhum processo??? 

Estamos de olho e exigimos ação, Dr. Janot!!!


sexta-feira, 6 de março de 2015

Cadernos de Educação Popular - Vol. 4 - Luta de Classes

Preocupado com a total falta de educação política do brasileiro comum, o Blog O Cachete estará disponibilizado semanalmente estes Cadernos de Educação Popular. Trata-se de uma coleção dos anos 80. De fácil leitura, ilustrada e toda montada sob o viés socialista para auxiliar na educação política do homem comum, sem os tecnicismos dos grandes escritores... Porém não dispensa a leitura destes!

quinta-feira, 5 de março de 2015

Luciana Genro e PSOL: Mais do mesmo...

Preleção de Luciana Genro

Fui convidado pelo meu amigo Cássio César para um debate na UNICAP (Universidade Católica de Pernambuco) com a Luciana Genro, Albanise Pires, o Deputado Estadual Edílson Silva e Zé Gomes. Todos do PSOL. Quando lá cheguei, encontrei um auditório lotado de jovens estudantes. Debate iniciado pelo Deputado Edílson Silva... E o que aconteceu? Pancadas no PT... Microfone passado para a Albanise. Me surpreendeu! Falou do Movimento Feminista. Ótimo!!! Microfone passado para um ilustre desconhecido chamado Leandro Recife. Conheci a parte "sunita" do PSOL. Pancadas e mais pancadas! Discurso de ódio contra o PT e Dilma. O mesmo discurso proferido pelo Zé Gomes... Pensei! "A Luciana Genro deverá arredondar os discursos... Virá com discurso de união das esquerdas contra o golpismo da direita e dos meios de comunicação a ela associados". E a decepção foi maior ainda. A "loira" chegou ao ponto de dizer que Dilma e o PT eram contra o financiamento público de campanhas políticas, que o PT era patrocinado pelas grandes empreiteiras do Brasil... Coisas assim. E sempre com o slogan "A saída da crise é pela esquerda!"... Não deu direção, atalho ou endereço de como ir para a esquerda e chegar no processo de solução para a crise. Apenas jogava "Pedras na Geni" apelidada de PT...

Conclusão: Esta "Síndrome de Leão da Montanha" que assola no PSOL e partidos a ele aliados/coligados é contraproducente e desintegra as esquerdas do Brasil... Enquanto isso, a direita nada de braçada!!!

terça-feira, 3 de março de 2015

MEDO: A IURD e seu Exército de Gladiadores

Exército de Gladiadores

Não critico religiões! Elas movem paixões tão grandes ou maiores que a política e o futebol. Mas este "Exército de Gladiadores" que está sendo criado na Igreja Universal me deixa apreensivo. Jovens fundamentalistas, com um líder carismático direcionando suas mentes e corpos... Junte-se a isso meia dúzia de versículos do Levítico (24:16, por exemplo. "Aquele que blasfemar o Nome de Yahweh deverá morrer" ou o 20:13 "O homem que se deitar com outro homem como se fosse uma mulher, ambos cometeram uma abominação, deverão morrer") e algumas armas "ungidas" e não teremos nada a dever ao Estado Islâmico. Estamos na iminência de se criar um "Exército Fundamentalista Cristão" assassinando pessoas em nome de Deus!!

Espero, do fundo do meu coração, estar errado!!!

Aos meus amigos e irmãos da IURD, peço bom senso e sobriedade!!

segunda-feira, 2 de março de 2015

Dra. Marise Morais: Povo - Por que o odiamos???

"Já nem se lembram
Que existe um Brejo da Cruz.
Que eram crianças
E que dormiam nus".
Música: Brejo da Cruz - Chico Buarque

Estamos vivendo a era da comunicação tecnológica. Temos computadores, tablets e celulares. Temos satélites e fibra ótica. Temos a internet e as redes sociais. O que não conseguimos e até estamos perdendo é a comunicação pessoal. De pessoa para pessoa. Passamos de telespectadores (era assim que nos chamavam, quando tínhamos a sorte de possuir um aparelho de televisão que transmitia imagens que hoje achamos quase ininteligíveis e sons que mais se assemelhavam a barulhos, que hoje qualquer um não aceitaria em seus celulares com telas de alta definição e sons em estéreo do mais puro). 

Pois é, em menos de vinte anos desenvolvemos tudo isso, menos a comunicação. E como não nos entendemos, não conseguimos explicar e principalmente não nos preocupamos em compreender para ao menos tentar aceitar.Tanta tecnologia a serviço da estupidez, da ignorância e principalmente do ódio. A crueldade nunca esteve tão bem aparelhada.

Se a comunicação enquanto expressão tem hoje facilidades e meios inimagináveis, a mensagem está cada vez mais difícil de ser entendida e por sua vez os preconceitos que antes não passavam de três ou quatro "comunicadores", hoje em questão de segundos transforma-se em"realidade" com seguidores e "curtidores" que na maioria das vezes nem se perguntam por que estão repassando , "curtindo" ou comentando os fatos como se apresentam. 

Graças a essa "eficiência" podemos ser "Charlie" sem entender uma palavra de francês ou nos colocarmos na condição de macacos ou contra os islâmicos sem nem saber o nome do profeta..

Me parece é que no fundo, nós adoramos odiar e nem perguntamos a razão desses "ódios" dentro de nós. Sim, porque tudo tem uma razão de ser. O acaso não existe, principalmente se falamos de processos emocionais e inconscientes.

E os nossos inconscientes nunca estiveram tão expostos, tão psicóticos, pois a cada dia temos um ódio novo nas redes sociais. Tudo muito imediato e eficiente. Ódios e amores. Rápidos, inexplicáveis e quase sempre controversos. Estamos adorando odiar!

Em dias de redes sociais nós podemos odiar negros (mas amamos animais - somos bonzinhos com cachorrinhos e gatinhos que aparecem aos milhares em fotos floridinhas ou em vídeos lacrimosos), odiamos os gays ( tem gente apostando que gays são incapazes de serem bons pais ou mães. Afinal uma boa família é feita com héteros, mesmo que esses abandonem as crianças que serão adotadas pelos gays). Odiamos mulheres ( teve até um político que disse publicamente que mulheres devem ganhar menos pois engravidam e ainda falou da importância do estupro como punição para elas). E nós odiamos o povo. É verdade sim! Odiamos essa gentalha chamada povo, povão ou povinho, mesmo quando nos inserimos nele seja nas tabelas sociológicas ou estatísticas do IBGE .Eu também posso odiar comunistas (mesmo não sabendo muito a diferença entre comunismo e socialismo, mas odeio).

Agora o nosso ódio tem alvos fáceis: partidos populares, uma mulher que foi legitimamente eleita, um operário que desafiou as elites e se fez presidente. Tudo povo. 

Mas por que razão temos tanto ódio contra "esse povo" (aliás é uma expressão muito boa quando a usamos para nos excluirmos do nosso próprio ódio)? Ela só perde para outra que mais descarada - a expressão "pobre". Ela é muito usada em piadas e comparações que por mais politicamente correto ( é um outro nome para encobrir a hipocrisia) que você se sinta conhece ao menos uma daquelas comparações que se fazem entre " o filho do pobre" e o "filho do rico" e que trazem em seu conteúdo o nosso preconceito e a nossa paixão por lamber botas (inclusive coturnos) dos nossos dominantes.

Qual é o partido mais odiado nos dias de hoje? É popular e teve a infeliz ideia de se chamar Partido dos Trabalhadores. Infeliz sim, nós odiamos trabalhadores e isso é histórico. Trabalhador é gente que se aperta em ônibus, usa perfume barato, fala alto e sofre de uma doença horrível chamada espontaneidade. É um povinho sem meias palavras, olho no olho, que não dissimula o que sente. Mas como eu disse antes é histórico. 

Em tempos de Brasil- Colônia trabalhador ou era escravo ou escravo liberto. Os senhores eram brancos e se dedicavam a coisas mais nobres como estudar na Europa, falar francês e tocar piano. Trabalhador não ia à ópera, muitos nem podiam ir à igreja (Recife tem uma com o nome de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos), não frequentavam os saraus das casas da nobreza. As pessoas se protegiam do sol ( sem filtro solar 60 como hoje) com o mesmo pavor que hoje temos para não pegar câncer, mas pelo fato de um bronzeado mais forte denunciar a sua condição. As que se expunham eram chamadas de "trigueiras" ( um politicamente correto colonialista para tralhador braçal de campos de trigo) Era gente suada e fedida numa época em que banho e cosméticos eram artigos de alto luxo.

Porque odiamos nordestinos? Pela mesma razão. Eles entraram no sudeste como mão de obra barata semi-escrava para construir os palacetes dos barões do café e dos primeiros industriais da época.

Somos adeptos do belo ( mas só do belo greco-romano), peles brancas perfumadas e em dias de hoje bem hidratada, magra e sem celulite.Amamos o estrangeiro de olhos azuis e ensinamos ás nossas mulatas a caçarem esses troféus como se fossem os últimos dinossauros vivos sobre a terra. Não temos orgulho dos cachinhos dos nossos cabelos,( daí o sucesso das chapinhas e escovas "inteligentes" que até hoje eu não consegui ver o QI). Nós amamos o que não nos identifica, ou melhor o que pode esconder nossos complexos de vira-latas históricos. Nossas mulatas só são lindas como material de consumo sexual para deleite do estrangeiro. Nós temos medo quando encontramos na rua uma pessoa negra que se aproxima. Mas se tivesse o olho azul seria um estrangeiro perdido precisando de ajuda. É aquela coisa: Mulata é linda, mas casar com meu filho de olho azul, nunca!

Somos lambedores de botas históricos e com pedigree. Duvido que se encontre no estrangeiro placas em outro idioma que não seja o próprio do país.Isso sem falar dos nossos estabelecimentos com nomes de reis e rainhas disso ou daquilo. Nós adoramos saber que podemos ser descendentes de tal ou qual família ( tem um site que até brasão ajuda a encontrar), talvez para esquecer que somos descendentes de degredados, índios escravizados e africanos que tiveram o mesmo destino. Odiamos farmácias ou lojas que nomes como: do trabalhador ou dos pobres( aqui em Recife todas faliram). Amamos comprar naquelas que tem nome legitimamente inglês, como se fôssemos súditos elisabetanos ou legítimos sobrinhos do Tio Sam.

Ser não-povo é fugir de tudo isso que se não fossemos tão emocionalmente doentes poderia nos orgulhar

Em outros países ter um presidente operário ou lenhador é motivo de orgulho. Para nós é libelo acusatório. Precisamos sepultar, destruir, esconder a nossa vergonha de sermos únicos, tão diferentes, tão miscigenados. Por isso tentamos nos branquear, nos enriquecer com o que o outro aplaude.Sepultamos a nossa cultura em camadas de terra de novidades importadas quase sempre de mal gosto. Vemos programas estrangeiros e copiamos suas fórmulas. Nossos jovens cada vez mais esquecem a pureza da sua língua mãe e adotam o linguajar e as roupas ( muitas vezes caras ) trazidas pelo estrangeiro como se fossem bonecos de uma mesma marca. E por trás de tudo isso uma mídia perversa (basta ver os realityes shows onde tudo parece normal inclusive sexo explícito com desconhecidos) e corrompida que elege a cada dia "o maior sucesso de todos os tempos da última semana" Como diz uma música. Vale tudo! 

Depois, aparece um partido, com políticos saídos das entranhas das fábricas e dos conselhos populares, que tem como líder um nordestino, que não está disposto a incensar as botas do patrão mas que valoriza as suas origens miseráveis ( e o pior, parece ter orgulho dessas origens) que distribui renda para o povo ( foi a maior distribuição de renda que já se viu) que não se conformou e achou que filho de pobre pode ser tudo , até presidente ( acho que ele não se conformou com a célebre piada que diz que rico correndo é atleta e pobre correndo é ladrão) que possivelmente teve uma mãe que lhe injetou auto estima em largas doses ( a mãe... a culpa é sempre da mãe, numa visão freudiana) e que por fim elege uma mulher que não se curvou nem sob tortura ao machismo e ao oportunismo canibal das classes dominantes.

Talvez isso seja só o começo de uma tentativa de explicar esse ódio galopante que se instalou no país. Muitos vão negar, afinal a negação é um dos melhores mecanismos de defesa do inconsciente. .Afinal, no inconsciente vale tudo para não denunciar o que dá medo, o que não se suporta. Mas o velho psicanalista judeu-austríaco também dizia que aquilo que eu acho muito estranho e até odioso no outro é porque muitas vezes é muito conhecido para mim. Ai! como eu adoro odiar, pois eu me reconheço nos meus ódios e me garanto na suas negações. Eu adoro odiar você negro, pobre, mulher, muçulmano , trabalhador ou analfabeto pois isso me ajuda a viver com o meu medo de ser reconhecido e denunciado por ser seu semelhante, seu igual. 

Ai! Que ódio de não poder ser eu mesmo. Só um lambedor de botas miserável e infeliz.

"Eu sou mameluco.
Sou de Casa Forte.
Sou de Pernambuco.
Eu sou o Leão do Norte".

Lenine (nome de comunista).
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"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma."
(Joseph Pulitzer)