Cachete - S. M. Antigamente, no Nordeste do Brasil, era assim que se chamava qualquer comprimido para dor.
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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Urgente: Quilombolas em Risco!!!

Quilombo Rio dos Macacos (Foto: Cathy Rodrigues/Defensoria Pública)
Uma das casas, com parede de barro, no Quilombo de Rio dos Macacos
(Foto: Cathy Rodrigues/Defensoria Pública)
Em poucos dias, 200 anos de cultura tradicional podem ser extintos. A comunidade quilombola de Rio dos Macacos na Bahia pode ser expulsa de suas terras para a construção de uma base da Marinha. Mas a solução para o problema está a nosso alcance! 

A Marinha do Brasil quer expandir a Base Naval de Aratu a todo custo, mesmo que tenha que devastar uma tradição centenária e expulsar os quilombolas da região. Os pareceres técnicos do governo já afirmaram que os quilombolas têm direito àquela terra, mas eles só têm validade se publicados -- e a lentidão da burocracia pode fazer com que o juiz do caso determine a remoção da comunidade antes que seu direito seja reconhecido. Eles estão com a faca no pescoço e nós podemos ajudar a vencer essa batalha se nos unirmos a essa causa! 


Não temos tempo a perder! O juiz decidirá na segunda-feira se retira os quilombolas ou espera a publicação do parecer do governo. A defensoria pública nos disse que somente uma grande mobilização popular pode impedir que a pressão da Marinha prevaleça. Junte-se a essa luta agora, e a Avaaz e o defensor público que defende os quilombolas entregarão a petição diretamente para o juiz quando alcançarmos 50.000 assinaturas: 




De acordo com estudos, das três mil comunidades quilombolas que se estima haver no país, apenas 6% tiveram suas terras regularizadas. É um direito das comunidades remanescentes de escravos garantido pela Constituição, e responsabilidade do Poder Executivo emitir-lhes os títulos das terras. A cultura quilombola depende da terra para manter seu modo de vida tradicional e expulsar quilombolas dessas terras pode significar o fim de uma comunidade de 200 anos. 


A comunidade do Rio dos Macacos tem até o dia 1º de agosto para sair do local e, após isso, sofrerá a remoção forçada. Entretanto, temos informações seguras que técnicos já elaboraram um parecer que reconhece o direito dos quilombolas, mas ele só tem validade quando for formalmente publicado e a comunidade corre o risco de ser expulsa nesse intervalo de tempo. 


No caso do Rio dos Macacos, a pressão popular já funcionou uma vez, adiando a ação de despejo em 5 meses. Vamos nos juntar aos quilombolas e apelar para que o juiz da causa garanta a posse de terra dessa comunidade, e carimbe seu direito de viver em harmonia com suas terras. Assine a petição abaixo para impedir que a lentidão da burocracia acabe com uma comunidade tradicional: 




Cada vez mais temos visto que, quando nos unimos, movemos montanhas e derrotamos gigantes. Vamos nos unir mais uma vez para garantir o direito de terra da comunidade quilombola Rio dos Macacos e dar paz as famílias que moram no local. Juntos podemos alcançar justiça! 


Com esperança e determinação, 


Pedro, Luis, Diego, Carol, Alice, Ricken e toda a equipe da Avaaz

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Quilombo Rio dos Macacos: Marinha Promove Injustiça Social


Ontem à noite, fuzileiros navais da Marinha do Brasil invadiram o Quilombo Rio dos Macacos para derrubar as casas dos quilombolas. As notícias dão conta de que os moradores resistiram dentro da casa, mas os fuzileiros, fortemente armados, montaram acampamento na frente ameaçando derrubar as casas com os moradores dentro. Os fuzileiros já haviam derrubado uma das paredes de uma das casas que caiu em cima de uma criança.
Os quilombolas pedem uma mobilização urgente para que essa notícia seja divulgada em todas as redes sociais comprometidas com a luta pela justiça. E que quem tem contato com órgãos de imprensa repasse a denúncia.
O Quilombo Rio dos Macacos, uma das comunidades mais antigas de descendentes de escravos no Brasil, mas os quilombolas estão ameaçados de despejo e cercados pela polícia militar. A ordem de reintegração de posse das suas terras, no estado da Bahia, onde vivem mais de 50 famílias, está a ser feita pela Marinha do Brasil e tinha data marcada para este domingo, conforme o Global Voices reportou a 21 de fevereiro.
No entanto, numa audiência realizada a 27 de fevereiro com o Governo Federal, ficou garantido em nota oficial que o despejo seria suspenso até a conclusão do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Porém a Marinha do Brasil e a Polícia Militar não respeitaram o prazo e está agredindo violentamente os quilombolas que resistem à desocupação.

“O Artigo 68 da Constituição de 1988 e o Decreto 4887/2003, garantem os direitos da ocupação secular da Comunidade”


Opinião dO Cachete:
Já havíamos falado disso aqui!!!
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"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma."
(Joseph Pulitzer)