Cachete - S. M. Antigamente, no Nordeste do Brasil, era assim que se chamava qualquer comprimido para dor.

domingo, 20 de março de 2016

Áudio da discussão de Bastidores entre o Ator Cláudio Botelho e sua Produção após a Peça "Todos os Musicais de Chico Buarque" ter sido parada aos gritos de "Não Vai Ter Golpe!" por parte da Platéia.

Áudio da discussão entre o ator e diretor Cláudio Botelho após a peça ter sido parada no meio por conta da reação do público ao improviso dele contra o Governo Dilma e o PT. A Platéia passou a gritar "Não Vai Ter Golpe" e saiu do Teatro SESC Paladium em Belo Horizonte.

sábado, 19 de março de 2016

Áudio vazado de Paulinho da Força sobre financiamento para o Impeachment de Dilma

Paulinho da Força falando que o responsável pelo Impeachment é Eduardo Cunha. E que irá procurar por financiamento para o Impeachment da Presidenta Dilma.

terça-feira, 8 de março de 2016

Luiz Felipe: Clamor aos Companheiros

Luiz Felipe
Engenheiro Mecânico
Eu clamo aos camaradas que querem sair às ruas no dia 13 de março à reflexão.
O momento é muito grave, solicita vigilância e luta de nossa parte, mas também nos solicita serenidade e nos convida à reflexão.
O que ganharemos saindo às ruas no dia 13? Provocaremos confrontos? De que aspecto um confronto pode ter um resultado positivo? Não tem!
Os golpistas já mostraram que suas manifestações de fim de semana são inertes. Se assemelham mais a micareta com tema difuso e show de ignorância orgulhosa de ser por todos os lados. Além do mais o dia 13 de Março representou o dia da "Marcha da família com Deus pela liberdade", ponto inicial do golpe militar de 1964. Deixe que eles passem essa vergonha sozinhos.
Qualquer medida q provoque reações violentas devem sempre ser evitadas.
O que não quer dizer q devemos fechar os olhos e relaxar. Não é isso. Devemos estar mais mais atentos e firmes na luta do que nunca. Deixa eles fazerem sua festinha no domingo. Em seguida nós colocaremos muito mais gente nas ruas.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Moisés Oliveira - Lula não pode...

"O atraso, da nossa esculhambação e de todos os preconceitos na nossa sociedade são os porta-vozes do escárnio ao Brasil. 
Lula não presta como todos nós, povo brasileiro, também não prestamos pra eles. 
Lula não pode ter apartamento numa praia poluída de SP, assim como os negros não podem frequentar universidades, assim como mulheres não podem ser empoderadas a quilômetros do fogão. 
Lula não pode ter um barco, nem a remo, assim como os pobres não podem ter carros. Assim como os índios não podem ter terra e água pra pescar e plantar mandioca, assim como, aos camponeses e seus filhos, só o tiro certeiro que os espere desprevenidos. 
Lula não pode dar palestras, assim como gays e lésbicas não podem exigir respeito, segurança e direito à vida. 
Lula não pode viajar pelo mundo e receber prêmios pelo combate à fome, assim como crianças pobres não podem ter comida na mesa, assim como pobres não podem andar de avião. 
Lula não pode ser visto ao lado de gente rica ou que tenha um sítio em Atibaia, assim como os meninos da periferia não podem ir ao shopping ou praia da Zona Sul. 
A perseguição ao Lula simboliza a perseguição ao povo brasileiro e suas famílias que hoje podem exercer as mesmas conquistas de diploma, casa própria, carro do ano e viagens pra fora do país. 
A banalização de privilégios, responsáveis pelo abismo social que fazia de nós 3º mundo no século XVIII, interrompeu os planos da elite que queria deixar o Brasil entrar no século XX, só daqui a 500 anos. 
"Cortem as cabeças de quem pensa!"
"Cortem as mãos de quem produz!"
"Cortem as pernas de quem deu um passo à frente na vida!
Ao Lula, nada. 
Aos pobres, nada. Aos nordestinos, fome e seca. 
Às mulheres, estupro e culpa. 
Aos negros, a marginalização eterna. 
Aos índios, a extinção. 
Aos brasileiros, a vergonha. 
Este é o presente da mídia ao povo brasileiro - perseguição, escárnio, ódio e preconceito.
Lula, não os perdoe porque eles sabem muito bem o que estão fazendo." 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Caio César: Uma carta para João Campos

Recife, 18 de fevereiro de 2016

Excelentíssimo Senhor futuro Engenheiro Civil, João Campos.

Permita-me invadir seu tempo, digo que senão bastante ocupado por suas responsabilidades e obrigações quanto cidadão pernambucano. E também em especial, por sua adolescência ainda estrelada, preenchida de ocupações naturais, como, por exemplos: assistir Peppa Pig; Jogar Playstation 3; Viciar-se em Game Of Thrones, The Walking Dead; Escutar Justin Bieber; Passar mais 12 horas no Whats App e etc e tal.
Mas venho perdir- lhe que atente a esta carta como um desabafo que acredito eu de todo povo pernambucano, logo após sua nomeação para Chefia de Gabinete do atual Governador de Pernambuco, Paulo Câmara.

Sabe meu jovem...

Caio César
Historiador e Filósofo
Primeiro, gostaria de informar-lhe que sua história política juntada para com a sua imagem pública, já está bem familiarizada aos olhos dos cidadãos que pertencem a este estado. Não mais, a isto posto, seu reconhecimento vem de um processo oligárquico e coronelista, implantando desde de seu já falecido Pai, Eduardo Campos, que se enraizou em nosso estado, contaminando aqui, a legitimidade democrática, o estado democrático de direito, e tangente a estes, os registros que permeiam a cidadania, pautados, em nossos direitos sociais, civis e jurídicos. Assim resumo melhor: Aqui em Pernambuco a política pertence a uma família e não a ética postulada sob os princípios morais e de valores coletivos e isonomicos perante os ordenamentos justos democraticamente.

Segundo, venho dizer-lhe também que, a grande maioria do povo pernambucano, sentiu-se ameaçado "individualmente", depois de sua nomeação para o 3° maior cargo de confiança, escalado na hierarquia do erário público, dentro do Governo do Estado, cujo você em seu primeiro emprego, como ainda estudante de engenharia civil, lhe renderá penso eu, excelentes frutos de no mínimo R$ 8. 000, 00, isto sem as gratificações e outras espécies de vencimentos que ainda serão somadas ao seu dignifico salário trabalhista suado, de Chefe de Gabinete do Governador de Pernambuco, Paulo Câmara. Assim resumo melhor: Um jovem aprendiz, sob seu primeiro emprego, recebe em torno de R$ 400, 00; piões de firmas que trabalham no pesado, cerca de 10h por dia, para sustentar família e filhos, recebem menos de R$1. 000, 00; Policiais militares que sacrificam suas vidas para prenderem ladrões de galinha, recebem em torno de R$ 2. 500, 00; Médicos plantonistas concursados pelo estado, responsáveis por salvar vidas, virando à noite, sem condições de trabalho, recebem em torno de R$6.000, 00; professores concursados que trabalham pelo estado, há mais de 25 anos, recebem em torno de R$ 2. 500,00; Professores-mestres/doutores- concursados pelo estado, que estudaram mais de 20 anos da vida, recebem um pouco mais de R$ 7. 000, 00; Gerentes de Bancos Privados, excedendo seus horários de trabalho, recebem em torno de R$ 4. 000, 00; Empregadas domésticas, em torno de R$1000, 00; Garis, em torno de R$1. 000, 00... enfim, estes mais outros profissionais dignos de suas contribuições para com os serviços que prestam, recebem bem abaixo do que o senhor receberá. Digo também, sem regalias, auxílios e descontados em suas remunerações mais de 30% de impostos. Ou seja, tem como não se sentir ameaçado-se sentir uma bosta n' água-, diante desta impugnação não meritocrática ou racionalidada sob alguma condição que valorize de fato a competência de um indivíduo?

Terceiro, sua nomeação, só fez ainda mais alimentar este sistema político podre, imundo e insano. Corrompido por condutas patrimonialistas e clientelistas. Embora, muitos de nós, depois desta ação, passamos agora a enxergá-lo sob esses princípios anti- éticos e imorais. Quer dizer, tomará, né?!

Por fim, e não obstante, venho avisá- lo que até seus amigos trabalhadores partidários,-neste caso, os conhecidos peões do PSB- que perduram e sobrevivem com pequenos contratos ou cargos em comissão, dados como se fossem lixo, desde longos períodos de tempo, sacrificando seus principais morais-ideológicos e suas vidas, em troca de salários e regalias humilhantes, depois de muito esforço psicológico e humano para se consolidar uma liderança no mínimo comunitária, cujo em mãos dão mais votos que o Senhor, estão observando este caso, com uns olhos meios estranhos. Neste caso, adianto para que tome cuidado ao menos politicamente. Pois deves saber, por ter o sangue herdado, que a inveja na política, é uma traição a ser planejada. Uma espécie de inverter e transceder maquiavél, sob a condição da citação de que, "é mais preferivel preferível hoje, na política, ser amado que temido". Soar melhor à dos traidores futuros. Disto seu pai fez muito bem.

Venho encerrar esta carta, e peço desculpas se me exaltei ou extrapolei meu senso linguístico que prega nada mais, nada menos, que as noções essenciais da democracia e da liberdade de expressão. 
No mais, desejo-lhe toda sorte do mundo em sua formação de engenharia e nos estágios finais dos jogos de PLAYSTATION que caminha sua adolescência.
E só para constar: 
Resumi melhor alguns parágrafos, para seu melhor entendimento!

Muito obrigado

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Cláudio Terrão: Sobre Tolerância e Noção Espacial

Comecemos com um raciocínio bem singelo: aquele que não está na extrema direita estará sempre à esquerda de alguém. Da mesma forma, quem não está na extrema esquerda estará, por óbvio, à direita do que ocupa essa posição. E de um extremo ao outro, as pessoas se ladeiam em posições sempre relativas. A noção espacial é, portanto, nosso ponto de partida para a compreensão da relatividade. Pois bem.  Numa sociedade tão complexa como a atual, será mesmo possível classificar as pessoas e colocá-las em caixinhas cujos rótulos estampassem: de esquerda, ou liberal, e de direita, ou conservador? Quem são ‘os esquerdas’ e ‘os direitas’ em um complexo não linear: uma sociedade plural? Basta um exame de consciência e respostas sinceras a alguns questionamentos simples para que se verifique o quanto esses rótulos são irrelevantes. Eis um exercício para reflexão. Um homossexual que se coloca contra a liberação das drogas, ou do aborto, é um conservador? Será possível alguém defender as três ideias anteriores e não ser socialista, mas um capitalista ortodoxo? Um branco não racista, mas antissemita, é liberal ou conservador? Um ateu que defende a distribuição da riqueza conforme o mérito individual é liberal ou conservador? E um homem de fé, um religioso radical, que seja socialista, é liberal? E por fim: as respostas a essas questões podem ser dadas na simplicidade de uma afirmativa ou negativa categórica? Creio que não. Se eu gosto do vermelho e do azul, mas não gosto do verde, qual implicação isso tem com o fato de gostar de cão, mas não gostar de gato? Nenhuma é claro. Porque não há qualquer relação entre um fato e outro. Simples, não?  Não. Infelizmente, não é tão fácil assim. Porque as pessoas tendem a pensar no absoluto de si mesmas. Milhões de absolutos diferentes que precisam relacionar-se. É isso que caracteriza uma sociedade complexa: que há nas relações sociais uma dinâmica multiplicidade de interesses e ideias e opções. E, para complicar um pouco mais, esses valores ou concepções morais individuais podem ser combinados em tal variedade e ordem de grandeza que parece mesmo impossível qualquer convívio social. Mas como poderemos conviver então, se somos tão singulares? Compreendendo exatamente isso: que somos diferentes e somente com tolerância podemos de fato viver numa democracia. Concepções individuais absolutas eliminam qualquer possibilidade de racionalização dessa imensa complexidade social. E a harmonização dessas diferenças somente se consegue através do debate democrático e do diálogo. Não se trata, portanto, de eliminação das diferenças, mas de harmonização. E isso só é possível com tolerância e respeito às opções alheias. É fundamental compreender que alguém ao seu lado, seja à esquerda ou à direita, pode ter propósitos muito semelhantes ao seu. Mas se quiserem ainda assim me impor um rótulo, que seja o de um radical tolerante-democrático.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Nilton Monteiro: Entrevista Bomba!

Esta entrevista comprova a partidarização da nossa Justiça Federal.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Jorge Furtado: A Perseguição Política a Lula

Jorge Furtado
Cineasta
Nunca houve uma perseguição política contra um homem público como a que a direita e sua mídia estão fazendo agora contra Lula. O objetivo é só um: tentam enfraquecê-lo para a eleição de 2018 quando pretendem, pela quinta vez, retomar o poder que perderam em 2002.
Getúlio e Jango, outros dois presidentes que desagradaram interesses da elite brasileira (aumentaram o salário mínimo, protegeram a Petrobras dos interesses americanos, etc.), sofreram perseguição semelhante em 1954 e 1964, mas na época os jornais, rádios e tevês falavam sozinho e foi mais fácil e rápido derrubar os presidentes democraticamente eleitos.
A resistência contra um golpe de estado hoje seria bem maior. O fato de Lula ser um sobrevivente do apartheid brasileiro, sem a vocação suicida de um fazendeiro rico e deprimido como Getúlio, e a memória da tragédia da ditadura militar que sucedeu Jango, sugerem que desta vez a direita terá que voltar ao poder pelo voto.
Por isso a campanha midiática contra Lula é tão importante e de intensidade inédita. A notoriedade que hoje dão às decisões de um juiz medíocre de primeira instância em Curitiba e sua turma de policiais e procuradores tucanos é parte deste espetáculo grotesco, onde a imprensa de direita é, mais uma vez, a protagonista.
Aparentemente, a campanha está funcionando. Cresce o número de midiotas - leitores sem tempo para ir além dos telejornais e das manchetes da velha imprensa, onde pouco jornalismo sobrevive - que acreditam que Lula cometeu vários crimes, embora eles não saibam citar nenhum, se perguntados.
Os midiotas também não sabem em quem pretendem votar, não tem projeto algum para o país, não são a favor de nada ou de ninguém, são apenas "contra o Lula" e "contra o PT".
Você não verá midiotas defendendo os políticos de oposição, até porque as opções são tão frágeis que eles sonham com a invenção de algum novo Collor, como Joaquim Barbosa, a tempo de enfrentar Lula ou algum candidato apoiado por ele - Ciro Gomes, por exemplo - antes de 2018.
Esta lógica, votar em "qualquer coisa menos o PT", já produziu aberrações com Ivo Sartori, o desgovernador do Rio Grande do Sul. Se a midiotice tem poder suficiente para provocar estrago semelhante no país, descobriremos em 2018.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Caio César: O Carnaval de Paulo Câmara

Caio César
Filósofo e Historiador
Quantas saudades que tenho do carnaval do Capiba, do Luiz Bandeira, do Nelson Ferreira, que faziam juntos, do frevo, uma magia e do folião um passe de mágica.
Quem diria que minha memória por obrigação, precisou voltar à história, para me fazer contente em uma época de carnaval?...
Pois é, lembrar do que foi bom, é dar-me a felicidade que se acaba aos poucos, quando o Frevo, o Maracatu e os ritmos dos Estandartes Originais, passaram a serem organizados por Paulo Câmara, o governador do Estado de Pernambuco.
O Carnaval passou a ser propaganda que esconde problemas... passou a ser, algo sem ritmo, gosto ou jeito... simplesmente, passou...
O folião que dança o frevo, tem medo. O que dança o Maracatu, tem medo. O que não dança e que não é folião, também tem medo. Não do carnaval. Mas do que o tornou Paulo Câmara, seu Carnaval. Em menos três meses antes da Festa, espalhou-se os confetes, da Dengue, Chikungunya e Zika, na saúde. As serpentinas, do sucateamento total, na educação. E as bombas que comprovaram o aumento do índice da violência, quando explodiram, na segurança, os presídios do Curado e Itamaracá, fugindo vários presos.
É... 
Parece que o nosso ilustre Governador do Estado de Pernambuco, Paulo Câmara, construiu o carnaval de seus sonhos. Onde os Frevos, Maracatus e foliões estão com medo de espalharem seus sorrisos nas ruas de Pernambuco que acordam e já estão na hora de ficar de pé.
Triste seria, não ter na memória o Capiba, Nelson Ferreira e Luiz Bandeira para salvaguardar o carnaval que passou.

Caio César
25/01/2016
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"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma."
(Joseph Pulitzer)